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VÍDEO: Bolsonaro chama Moro de idiota e imita seu ex-ministro

FOTO: ALAN SANTOS

Em conversa com apoiadores na manhã desta terça-feira (7), Jair Bolsonaro (PL) deu mais uma mostra que pretende polarizar ainda mais com seu ex-ministro, Sergio Moro (Podemos), que vem roubando parte das intenções de voto do eleitorado de ultradireita do presidente.

Bolsonaro chegou a chamar Moro de “idiota” e ensaiou uma imitação do ex-aliado, que deixou o governo após denunciar interferência do presidente na Polícia Federal.

“É todos contra um. Em meio desses todos ai com possíveis soluções, vem um idiota ai – não vou falar o nome dele: ‘Ah… comigo a economia vai ser inclusiva, sustentável… não sei o que lá’”, imitou, arrancando risos dos apoiadores.

“Esse cara passou um ano e meio no meu governo, nunca abriu a boca em reunião de ministros… Nada. Sempre de boca fechada. Ai o que aconteceu a saída, um pouco tarde, mas aconteceu. E agora tem solução para tudo”, disse Bolsonaro.

Golpe de 2016 e estado de defesa

Bolsonaro ainda disse que o “impeachment” foi um “milagre” e insinuou que durante a votação que resultou no golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2016 houve a tentativa de instauração de um estado de sítio no país.

“Houve o impeachment que para mim foi um milagre também. E… Impressionante, né? Vou falar para você, no dia do impeachment, de madrugada, uns duzentos deputados já tinha falado […] No sorteio, eu cai por volta de 4h da manhã. Vai no Youtube e veja o que eu falei… Estavam preparando um Estado de Defesa. Agora para ter Estado de Defesa é preciso de um fato. Esse fato não é uma história de amor, não, tá pessoal? É uma panela de pressão… Em Nova York lembra? Foi em Nova York a panela de pressão? Boston… Não vou entrar em detalhe. Panela de pressão em Boston”, disse, sem concluir o pensamento.

Bolsonaro se referiu a uma entrevista do general Eduardo Villas-Bôas em dezembro de 2019 ao jornal O Globo, que após muitas bravatas, inclusive pelo Twitter, disse que foi procurado por dois deputados de partidos de esquerda que perguntaram sobre a possibilidade de instalar no país Estado de Defesa durante o impeachment.

“Ao longo do processo de impeachment, dois parlamentares de partidos de esquerda procuraram a assessoria parlamentar do Exército para sondar como receberíamos a decretação de um ‘Estado de Defesa’”, disse o militar.

À época, Dilma cobrou explicações de Villas-Bôas e enumerou pedidos de esclarecimentos para o ex-comandante do Exército.

“Jamais avaliei, considerei, fui sondada para qualquer alternativa, mesmo que remota, a esse tipo intervenção antidemocrática”, disse Dilma na nota.

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