Natal

“Verticalização não vai fazer a cidade ficar mais quente”, diz pós-doutor em Engenharia Sanitária e Ambiental

ESPECIALISTA EXPLICOU QUE O VENTO QUE FICA NAS REGIÕES MAIS ALTAS É MAIS PURO, E QUE AO ATINGIR O EDIFÍCIO, DESCE E SE MISTURA COM A CAMADA DE AR QUENTE

Com a atual discussão sobre a revisão do Plano Diretor de Natal, que deve ser enviado à Câmara dos Vereadores no início de março de 2020, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pós-doutor em Engenharia Sanitária e Ambiental, Manoel Lucas, tempera a polêmica sobre a verticalização urbana na capital potiguar. Segundo ele, ao contrário do que se teme, um dos benefícios da construção de grandes edifícios é justamente que os ventos se tornariam mais frios, o que traria um clima mais agradável para a cidade.

Em entrevista à TV No Ar, o especialista justificou como isso acontece, explicando que o vento que fica nas regiões mais altas é mais puro, e que ao atingir o edifício, desce e se mistura com a camada de ar quente que se encontra nas regiões mais baixas, retirando os poluentes e tornando a temperatura mais refrescante.

“As pessoas pensam que a verticalização vai fazer com que a cidade fique mais quente, quando na verdade é o contrário. Ao parar na frente de qualquer edifício você percebe que o ar é mais fresco e mais intenso. Isso acontece porque prédio capta o vento e torna o ambiente saudável”, explicou o professor.

Ao final da entrevista, Manoel Lucas destacou que umas das principais funções do Plano Diretor é repensar a saúde pública. De acordo com ele, é preciso pensar nos vetores que levam as doenças até a população:

“Os ratos, baratas, mosquitos e moscas são responsáveis por grandes problemas na saúde pública. Quando a verticalização é feita eles não têm como transitar, pois o deslocamento desses vetores é dificultado”, concluiu.

Assista a entrevista completa do professor na TV No Ar:

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