Mundo

United quer volta de voos comerciais com avião supersônico

FOTO: ILUSTRAÇÃO

A United Airlines está apostando no retorno do avião supersônico para viagens comerciais. A Boom Supersonic, startup que fabrica esse tipo de aeronaves, anunciou nesta semana que a empresa encomendou 15 aeronaves do tipo.

Os aviões do modelo Overture ainda estão sendo desenvolvidos. Ainda assim, o contrato determina que, se a United desejar, pode comprar mais 35 unidades da aeronave. Para isso, é necessário que o modelo seja aprovado nas regras de segurança e sustentabilidade da United.

Se os aviões supersônicos realmente voltarem a ser utilizados em voos comerciais, será a 1ª vez desde 2003. Na época, as viagens pararam quando a aeronave Concorde saiu da ativa.

Segundo o fundador da Boom, Blake Scholl, a Overture é uma aeronave que não emite carbono. Isso seria alcançado porque o avião voará com 100% de SAF (combustível de aviação sustentável).

A sustentabilidade é importante para a United, segundo a companhia. Como aviões supersônicos queimam mais combustível por passageiro do que as aeronaves tradicionais, a poluição é muito maior. A United tem como objetivo reduzir suas emissões de gases do efeito estufa até 2050; um avião que faz viagens com 100% de SAF seria central nessa estratégia.

“A United continua em sua trajetória para construir uma companhia aérea mais inovadora e sustentável e os avanços atuais em tecnologia estão tornando mais viável a inclusão de aviões supersônicos“, afirmou Scott Kirby, presidente-executivo da United no comunicado da Boom.

De acordo com a ficha técnica do modelo, o Overture atinge velocidade de Mach 1,7 (ou seja, 1,4 vezes a velocidade do som –perto de 1.700 km/h). Assim, viagens que hoje duram quase 17 horas, como de Tóquio para São Francisco, seriam realizadas em apenas 6 horas. A capacidade é de 65 a 88 passageiros, até o momento.

De acordo com a Boom, o Overture vai realizar viagens com passageiros comerciais em 2029. O 1º voo está marcado para 2026. Para isso, a FAA (em português, Administração Federal de Aviação dos EUA) precisa aprovar os voos em áreas terrestres norte-americanas.

Poder 360


Comente aqui