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TAP encerra operações no Brasil durante onda da Covid-19

FOTO: REPRODUÇÃO

O grupo TAP (Transportes Aéreos Portugueses) confirmou o encerramento das operações de Manutenção e Engenharia Brasil (TAP ME), no âmbito do plano de reestruturação aprovado pelo governo com a Comissão Europeia em dezembro.

A decisão foi confirmada à Lusa pela presidente executiva da companhia aérea portuguesa, Christine Ourmières-Widener.

“Depois de uma análise aprofundada e muitos estudos, a TAP decidiu fechar a Manutenção & Engenharia no Brasil e encerrar de forma gradual a operação no Brasil”, afirmou a gestora francesa, anunciando que o passo seguinte é “discutir” o processo “com os trabalhadores, claro, que são a principal prioridade, mas também discutir com os clientes”.

De acordo com um comunicado da TAP, a medida “não interfere na operação de transporte aéreo de passageiros da companhia no país, seu principal mercado exterior”, lembrando que “o Brasil representa entre 25% e 30% da receita” do grupo TAP.

A companhia portuguesa é, entretanto, uma das transportadoras aéreas “vítimas” da Covid-19 neste arranque de 2022, com dezenas de voos cancelados devido à falta de pessoal, infectado ou colocado em isolamento profilático devido ao SARS-CoV-2.

Covid-19 cancela voos

A finlandesa Finnair é a mais recente vítima devido à propagação da variante Ómicron entre o pessoal de bordo, e em plena época gripal.

A falta de recursos humanos levou a companhia a anunciar a redução em 20% da oferta de voos previstos para o mês de fevereiro, sendo a maioria em rotas com várias ligações diárias, o que permite à Finnair oferecer alternativas no mesmo dia a quase todos os passageiros afetados.

Os cancelamentos da transportadora finlandesa vão “infetar” também o longo curso e a estreia da ligação a Dallas foi já adiada de fevereiro para o final de março, assim como a estreia dos voos para Nagoya, no Japão, foram atrasados para o verão.

O grupo Lufthansa, um dos maiores da Europa, confirmou há uma semana ter efetuado cerca de 18 mil voos vazios só para manter os “slots”, isto é, o espaço reservado para aterragens e partidas nos grandes aeroportos.

Já para este mês de janeiro e para fevereiro, a Lufthansa anunciou também a redução da oferta de inverno em 10% devido à quebra das reservas, o que afetou pelo menos 33 mil voos.

A companhia irlandesa de baixo custo, a Ryanair, anunciou o corte de 33% dos voos programados para janeiro, o que lhe custou uma quebra de 10 milhões de bilhetes vendidos, mas devido à falta de passageiros.

A Ryanair justifica a quebra com a pandemia e, sobretudo, com as consequentes restrições de viagens na Europa, em particular com “a proibição de chegadas do Reino Unido a França e à Alemanha”, em plena época de férias na neve dos Alpes, “e com a suspensão de todos os voos da União Europeia de e para Marrocos”, onde a Irlandesa também tem vindo a operar com êxito.

Euronews


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