Cidades

Suicídios: Deputado apoia projeto do CREA-RN para instalação de placas de vidro laminado na Ponte da Redinha

Instagram

O número alarmante de suicídios na Ponte Newton Navarro motivou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) a criarem um projeto para instalação de placas de vidro laminado acima do parapeito e por toda a extensão da ponte. O deputado Hermano Morais (MDB) colocou seu mandato na Assembleia Legislativa à disposição das instituições para viabilizar a obra, orçada em R$ 2,69 milhões.

“Para mim esse é um problema de saúde pública, mas sem dúvida essa obra vai coibir o número de suicídios no local. Por isso, coloco o nosso mandato à disposição do Crea para viabilizar esse projeto”, disse Hermano na sessão plenária da Casa na manhã desta terça-feira (21).

Para o deputado, a situação econômica do país e do Estado é um dos fatores para o aumento do número de suicídio. Ele trouxe ao plenário, dados do IBGE divulgados na semana passada sobre o desemprego no Rio Grande do Norte. “O Rio Grande do Norte tem 475 mil pessoas sem trabalho. Desse total, 209 mil são pessoas desocupadas, que estão em busca de emprego, 188 mil são desalentados, que cansaram de procurar emprego e 78 mil são indisponíveis”, relata o parlamentar.

Para Hermano Morais, o RN passa pela pior crise econômica de sua história e é preciso focar na recuperação econômica do País e do Estado. Ele concluiu seu pronunciamento revelando mais dados divulgados pelo IBGE. “Um milhão e 127 mil pessoas no Rio Grande do Norte estão ocupadas, 173 mil subocupadas por insuficiência de horas, 209 mil pessoas desocupadas, 188 mil desalentados e 78 mil indisponíveis, que são aquelas pessoas que querem trabalhar, mas não têm disponibilidade de assumir”, concluiu.

A equipe que formulou o projeto apontou que tinha cinco premissas: evitar os suicídios na ponte, aproveitar a estrutura existente, promover segurança, manter o visual da estrutura e utilizar um material resistente. Além desses pontos, eles consideraram, ainda, cinco restrições: o custo, que não poderia ser muito elevado; a autorização do projetista da ponte; a paisagem, já que o local é um ponto turístico da cidade; a manutenção; e as condições climáticas, já que há bastante vento e incidência de maresia.


Deixe um Comentário