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Styvenson “ergue a bandeira” em prol dos recorrentes casos de suicídio na Ponte Newton Navarro

Senador Styvenson em reunião para tratar sobre a temática com ministros. Vídeo\Reprodução

Por Elane Nascimento

Preocupado com a população potiguar, o senador Styvenson Valentim confirma o apoio dos ministros, Osmar Terra, da Cidadania, e Damares Alves, da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, em campanha de combate ao suicídio e automutilação no Rio Grande do Norte. “Essa questão do suicídio é uma bandeira que a ministra Damares levantou e nós estamos dando todo apoio, nós temos que reduzir o suicídio no Brasil”, disse o ministro Osmar Terra.

De janeiro de 2018 até a última sexta-feira, 17, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) recolheu 14 corpos sob a Ponte Newton Navarro, dos quais 10 foram do sexo masculino. Diante das estatísticas, um grupo de evangélicos armou acampamento no local e fazem vigílias em busca de fornecer ajuda através de aconselhamento e orações. Em quase um mês de atuação, o grupo afirma já ter evitado pelo menos 100 tentativas contra a vida.

O acampamento, iniciado no dia 21 de abril, com apenas quatro voluntários, hoje conta com um grupo de cem pessoas dividindo-se em escalas fixas e grupos de sentinelas a cada seis horas. Com o quadro de pessoal maior, tornou-se possível realizar vigilância ao longo de toda a extensão da Ponte, ou seja, 1.300 metros de atenção total. Além do trabalho humano, a equipe conta ainda com equipamentos de rádio frequência e coletes sinalizados.

Conscientização sobre saúde mental não são abordagens apenas para Janeiro e Setembro

O ano inicia com abordagem às questões de saúde mental: o já conhecido Janeiro Branco. Mas porquê janeiro? No início do século XXI a Organização Mundial de Saúde (OMS), junto às comunidades farmacológicas, psiquiátricas e de psicologia passaram a observar que casos de atentados contra a própria vida logo após a virada do ano eram mais recorrentes.

Acredita-se que a situação possa estar atribuída ao fato de muitos – além dos já portadores de transtornos mentais – acabarem desenvolvendo por hora distúrbios de ansiedade e frustração pelo o quê “não se cumpriu da famosa lista dos desejos para o ano subsequente”. A cor branco estaria atribuída ao fato ser ser a nuance a qual todas as outras se misturam, assim como as emoções, os sentimentos e sintomas positivos ou negativos.
Em 2016, de acordo com o site da organização Janeiro Branco, um vereador da cidade de Campinas\SP, aderiu à campanha contribuindo para um projeto de lei de educação a saúde mental. A partir de então, a campanha teria ganhado mais visibilidade e abrangência.

Todavia, é necessário reflexão sobre a temática ao longo dos 365 dias. Abraçando, amando, ouvindo, apoiando o tratamento dos portadores de tais transtornos que vão desde quadro menores de depressão quanto à esquizofrenia; fobias sociais; síndrome do pânico; pensamentos psicóticos; transtornos de humor, obsessivos compulsivos e suicidas.

De acordo com dados oficiais, publicados em março deste ano pela Organização Mundial de Saúde, estima-se que pelo menos 300 milhões de pessoas sofram com transtornos em todo o mundo, os dogmas impostos pela sociedade faz com que pessoas não sejam orientadas adequadamente nem procurarem ajuda médica.

Atenção é um fator determinante para evitar casos entre familiares e amigos

Fique atento aos sinais

Falta de ânimo, dissabor pela vida e por atividades que pareciam atrativas antes. Choro com ou sem causa, vontade de desaparecer; isolamento social, pânico repentino; são típicos em caos de depressão e\ou transtornos mentais, aponta o Centro de Valorização à Vida (CVV). Segundo especialistas, vale ressaltar que deixando de lado o tratamento a tendência é de que os sintomas, assim como o quadro evolua, tornando a doença cada vez mais grave e mais difícil de ser tratada.

Setembro Amarelo

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. Sendo o 10, oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, com objetivo de mostrar que é possível diminuir os episódios. O Dr. Gustavo orienta os comunicadores divulguem o “suicídio”, sem atribuir o ato como “livre-arbítrio”, não usar a expressão “epidemia de suicídio” e nem fornecer dados sobre locais com índices dos eventos nem as formas utilizadas para fazê-lo. Ou seja, não dar ao público “receituário” para novas estatísticas. Para cada suicídio, estima-se que mais 30 tentativas aconteçam. 

“Não silencie, fale!”

A linha 188 começou a funcionar no Rio Grande do Sul e, em setembro de 2017, iniciou sua expansão pelo Brasil, com integração em todos os estados. Os contatos com o CVV são feitos gratuitamente pelos telefones 188, ou pelo site www.cvv.org.br, por do chat e-mail. Além dos atendimentos, o CVV desenvolve, outras atividades relacionadas a apoio emocional, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo.


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