Interior do RN

Servidores da Saúde de Macau iniciam greve no próximo dia 5

CATEGORIA AINDA REIVINDICA O PAGAMENTO DOS SALÁRIOS EM DIA E REAJUSTE SALARIAL. FOTO: DIVULGAÇÃO

Os servidores da saúde de Macau iniciaram uma greve por tempo indeterminado no dia 5 de fevereiro. De acordo com o Sindsaúde/RN, o movimento grevista começou com um ato público em frente ao Hospital Antônio Ferraz. A greve foi aprovada em assembleia da categoria no dia 31 de janeiro.

Eles reivindicam o pagamento do salário em dia, conforme o estatuto dos servidores de Macau, o 13° de 2019, reajuste salarial e um plano de cargos, carreira e salários. Há 4 anos a Prefeitura não concede reajuste a nenhuma categoria.

Após pressão, os servidores já conquistaram o pagamento do 13º de 2019 e o plano de cargos, carreiras e salários. Mas a categoria ainda reivindica o pagamento dos salários em dia e reajuste salarial. Há também alguns problemas específicos com alguns servidores que estão com férias atrasadas e não receberam o 13º.

O prefeito Tulio Lemos (PSD) disse que iria discutir com a categoria no dia 31 de janeiro. No entanto, enviou ofício desmarcando a reunião. Desde então, não sinaliza diálogo com os servidores.

Essa greve não é só por salários. Os servidores reivindicam também melhores condições de trabalho e mais investimentos na saúde. Faltam médicos de diversas especialidades nas unidades. O município passou todo mês de janeiro, por exemplo, sem obstetra.

A gestão municipal não garante as condições mínimas para os trabalhadores. Devido ao atraso dos salários, os servidores não conseguem cumprir com suas obrigações financeiras. A Prefeitura diz que o município está em crise, mas mantém o carnaval da cidade e não prioriza os pagamentos. “Isso é inadmissível! Não fomos nós que criamos essa crise. Queremos respeito às trabalhadoras e trabalhadores da saúde de Macau”, disse a diretora do Sindsaúde Edvalda Lopes.

Os servidores continuam na luta e aguardam respostas da Prefeitura. Até lá, haverá assembleias da categoria para avaliar o movimento e para que a base decida os rumos da greve.


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