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Senador apaixonado demite namorada, mas ela é recontratada e com aumento

Reprodução/Facebook

Senador em primeiro mandato, Marcos do Val (Cidadania-ES) demitiu a assistente parlamentar Brunella Poltronier Miguez de seu gabinete no Congresso Nacional no dia 24 de abril. À época, a advogada ganhava pouco mais de R$ 8 mil para trabalhar no Senado Federal.

Contratada pelo parlamentar do Espírito Santo em sua base estadual, Brunella havia recebido um aumento de cerca de R$ 3 mil 20 dias após ser efetivada no cargo. No entanto, acabou demitida por Do Val recentemente. O motivo, segundo ele: os dois se apaixonaram.

O senador explicou ao Metrópoles que a relação entre eles era puramente profissional no momento da contratação da servidora. “Quando comecei a despertar o interesse por ela, entrei em conflito comigo. Não sabia o que era ilegal ou imoral”, afirma o parlamentar.

Segundo ele, após uma consulta ao Senado Federal, descobriu que não seria ilegal mantê-la em seu gabinete, já que relações de namoro não são caracterizadas formalmente como nepotismo. Mas, “para evitar qualquer resquício de imoralidade”, Do Val conta que escolheu exonerar a assistente parlamentar.

“Eu fiquei pisando em ovos, até que eu pedi permissão ao pai dela para namorá-la. Ele falou que podia, mas me disse que não seria legal a gente trabalhar junto”, contou Do Val à reportagem. No entanto, para que Brunella não ficasse desamparada, o senador conversou com “amigos do Senado” e conseguiu realocá-la. “Me disseram que, se ela fosse competente e tivesse um bom currículo, avisariam de vagas. E foi o que aconteceu”, completa.

Assim, desde o dia 14 de maio, Brunella trabalha na Diretoria-Geral do Senado como consultora legislativa. No local, ganhou mais um aumento: atualmente, ela recebe exatos $ 10.805,49. Antes de conhecer o senador, no entanto, a advogada trabalhava no Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Espírito Santo (Ipem-ES), com um salário de R$ 2.300. A reportagem mandou mensagem à advogada, que não respondeu até a publicação da reportagem. O espaço continua aberto a manifestações.


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