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“Robôs” atuam para subir #LulaNoPresidio; parte dos usuários que ajudam tag a ocupar assuntos do momento não são de “carne e osso”

OS BOTS, OU ROBÔS, EM PORTUGUÊS., ESTÃO CONTRIBUINDO PARA ALAVANCAR A HASHTAG, AO ACOMPANHAR A SUBIDA DA TAG, É POSSÍVEL NOTAR UMA GRANDE MOVIMENTAÇÃO DE PERFIS SUSPEITOS. FOTO: REPRODUÇÃO

Grande parte dos usuários no Twitter que estão ajudando a hashtag #LulaNoPresidio a ocupar os assuntos do momento, nesta quarta-feira (7), não são de carne e osso: são bots, ou robôs, em português. Ao acompanhar a subida da tag, é possível notar uma grande movimentação de perfis suspeitos.

Entre as características de algumas dessas contas são: perfis que só publicam mensagens que dialogam com a temática bolsonarista, usam hashtags na maioria dos seus tuítes, não possuem foto real, possuem poucos seguidores, ou a mesma quantidade de seguidores e seguidos – indicando ser parte de uma rede de robôs. A milícia virtual de Bolsonaro é usada frequentemente para subir hashtags.

Fórum colocou alguns desses perfis em uma ferramenta que mede a possibilidade de uma conta ser robô (TweetBotorNot). Entre os observados está @ana_xerem. A conta foi criada em fevereiro de 2018, não possui foto e apenas reproduz hashtags e republica mensagens ligadas ao bolsonarismo.

Outro perfil fake observado é @GilmerioA, que publicou a hashtag em resposta a políticos petistas em três oportunidades em menos de um minuto. Os três tuítes foram feitos entre 16:11 e 16:12, contra Lindbergh Farias (ex-senador, PT-RJ), Humberto Costa (senador, PT-PE) e Gleisi Hoffmanm (deputada federal, PT-PR).

O primeiro tuíte de Gilmerio, inclusive, foi feito em agosto de 2018, em provocação a uma enquete realizada por George Marques, colunista da Fórum. O perfil teria sido criado em junho de 2017, demonstrando um vácuo de publicações.

Com informações: Revista Fórum


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