Economia

RN tem melhor resultado no saldo de empregos em 9 anos; secretário comemora

FOTO: ILUSTRAÇÃO

Depois de ser fortemente atingido pela pandemia do novo coronavírus, o mercado de trabalho formal registrou mais contratações do que demissões pelo terceiro mês consecutivo no Rio Grande do Norte. Em agosto, o Estado teve 14.468 admissões contra 8.513 desligamentos, o que gerou saldo líquido positivo de 5.955 contratações. O resultado foi o melhor dos últimos nove anos, superando o ano de 2011, quando foram criadas 4.596 vagas com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (30) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.  Nos meses de junho e julho, o RN registrou, respectivamente, a abertura líquida de 1.467 e 979 empregos formais.

No ranking nacional, o Estado foi o 13º com maior saldo líquido e o quinto no Nordeste, atrás dos estados de Pernambuco (12.714); Ceará (12.220), Paraíba (9.753) e Bahia (9.420). No País, pelo segundo mês seguido, o saldo de empregos formais foi positivo. Segundo dados  do Caged, 249.388 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. Esse foi o melhor resultado para meses de agosto desde 2011, quando haviam sido abertas 190.446 vagas formais.

No Estado, apesar dos sinais de recuperação, as novas vagas não foram suficientes para cobrir o déficit acumulado nos oito primeiros meses do ano. De janeiro a agosto, o saldo de empregos continua negativo em 9.920, ou seja, no acumulado do ano, o número de admissões (82.372) ainda continua menor que o número de desligamentos (92.292). Na série do Caged/MTE, que se inicia em 2011, o RN apresenta os piores saldos acumulados de janeiro a agosto nos anos de 2015 (-11.863) e 2016 (-13.441).

No ano, os piores resultados foram nos meses iniciais da pandemia da covid-19. Em março, o Estado perdeu 2.390 postos formais; em abril, quando a crise se acentuou devido às medidas de isolamento social, foram fechadas 9.447 vagas; e em maio, 3.614. Mas nos dois primeiros meses do ano, o saldo já vinha negativo: janeiro (-1022) e fevereiro (-1838). Atualmente, o RN acumula um estoque de 417.696 empregos.

Os dados sobre o mercado de trabalho formal no Estado integram o ‘Mapa do Emprego do Rio Grande do Norte’, um levantamento feito pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, com base nos dados do Caged, que analisa a distribuição das novas vagas geradas no mês por região do Estado. Os municípios que tiveram contratações maiores que as demissões foram Baia Formosa (1008 empregos), Mossoró (881 vagas), Natal (677 vagas) e Apodi (539 vagas). Já Acari (-37), Pendências (-26), Umarizal (-27), Jardim do Seridó (-25) e Vera Cruz (-20) tiveram perdas de vagas formais.

O bom resultado do saldo em agosto foi influenciado principalmente pela abertura de 2.694 novas vagas no setor agropecuário – somente a produção de melão registrou uma alta de 61% na criação de novas vagas – tornando-se o segmento que mais contratou no mês, segundo análise do Sebrae/RN. A indústria de transformação também apresentou bom desempenho ao abrir 1.739 novos postos de trabalho, puxados principalmente pela fabricação de álcool e açúcar bruto.

O terceiro melhor saldo veio da construção civil, com um saldo de 679 empregos, seguida do comércio e do setor de serviços que geraram respectivamente 659 e 184 novas vagas. Analisando no acumulado do ano, somente a construção civil apresenta saldo positivo, com 1.599 vagas geradas entre janeiro e agosto. Os demais setores todos acumulam déficit de empregos. O número é maior no setor de serviços, que já encerrou 5.320 vagas, seguido do comércio (-2.915 vagas), da indústria (-2.345 vagas) e do setor agropecuário (-939 vagas).

Com informações da Tribuna do Norte


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