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Retratado em filme, Cristian Cravinhos teve pena reduzida em 149 dias por trabalho na prisão

FOTO: CARLOS HENRIQUE DIAS/G1

Condenado pelo assassinato do casal von Richthofen, Cristian Cravinhos conseguiu na Justiça a redução em 149 dias na pena total de 41 anos e 10 meses por trabalhos prestados na prisão, onde cumpre pena em regime fechado na penitenciaria 2 de Tremembé. Cristian perdeu o direito ao regime aberto por se envolver em uma confusão em um bar em Sorocaba (SP).

Com a decisão favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo (SP) publicada em 9 de junho deste ano, Cristian Cravinhos, agora, precisa cumprir mais 22 anos 10 meses e 15 dias de pena, podendo sair da prisão em 10 de junho de 2044, de acordo com informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Cravinhos, que está sendo relembrado nos filmes “A menina que matou os pais” e “O menino que matou meus pais”, voltou ao regime fechado em 2018, após ser preso e denunciado por supostamente agredir uma mulher em um bar em Sorocaba e também ter sido flagrado com uma munição de uso restrito.

Na época, PMs que atenderam a ocorrência declararam que o réu chegou a oferecer dinheiro para não ser preso e não perder o benefício que havia conseguido meses antes.

Após o registro da ocorrência, foi analisada a participação do réu na suposta tentativa de suborno. A Justiça absolveu Cristian do crime de posse ilegal de munição de uso restrito, mas manteve a condenação por tentativa de suborno feita a policiais militares (veja mais abaixo).

De faxina a manutenção de móveis

Segundo apurado pelo g1, Cristian Cravinhos cumpre pena privativa de liberdade em regime fechado na Penitenciária II de Tremembé “Dr. José Augusto César Salgado”. Procurado pela reportagem, o atual advogado do réu não quis falar sobre o assunto.

De 14 de abril de 2018 a 31 de março de 2021, ele trabalhou 447 dias na unidade. Com isso, a defesa entrou com o pedido, que leva em conta a diminuição de um dia na sentença a cada três trabalhados.

Cravinhos cumpre pena desde 8 de novembro de 2002. O total, somadas as condenações em Sorocaba e do homicídio, é de 41 anos e 10 meses. Até maio, são mais de 6.600 dias na prisão.

Pelo caso Richthofen são 38 anos e 6 meses. Já pela Vara Criminal de Sorocaba são mais 4 anos e 8 meses de prisão.

Na detenção, Cristian teve faltas disciplinares. Em 2004, houve desobediência a servidor, que foi considerada “grave”. Em 2008, a falta foi também desobediência, mas foi “leve”.

Já no ano de 2013, ele teria entrado em cela alheia e dificultado a vigilância, mas foi absolvido. A última foi em abril de 2018 com o crime em regime aberto.

O réu também se envolveu no trabalho interno da unidade. Segundo os registros, de 2006 a 2021 ele participou de atividades na penitenciária. Entre elas estão o apoio na faxina, manutenção, jardinagem, manuseio de estabulo, na copa, costureiro, ajudante geral e oficina de reforma de carteiras escolares.

G1



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