Política

Reforma da Previdência deverá ser aprovada, difícil saber quando

Rogério Marinho, secretário especial da Previdência, conversa com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo. Ao fundo, o relator da reforma, Samuel Moreira

Principal pauta do governo e do Congresso no momento, a reforma da Previdência deverá ser aprovada pelo Parlamento, mas ainda não é possível prever quando nem seu verdadeiro impacto na economia brasileira. A análise é do jornalista Sylvio Costa, fundador do Congresso em Foco, em seu comentário na Rádio Globo de São Paulo na manhã desta sexta-feira (14). Ele lembrou que o site antecipou pontos importantes do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), como o pedágio de 100% para servidores públicos e a flexibilização nas regras para a aposentadoria de professores.

Na avaliação dele, mudanças como essas e a exclusão do sistema de capitalização, de estados e municípios, feitas pelo relator, abriram o caminho para a aprovação da proposta. Sylvio também ressaltou que, mesmo com as mudanças, o relatório indica uma economia de R$ 1 trilhão pelos próximos dez anos, dentro da margem de negociação do governo. Valor que representa mais que o dobro dos R$ 450 bilhões que o ex-presidente Michel Temer pretendia alcançar na última versão de sua reforma.

“A gente está num momento em que a reforma virou pauta quase única, a grande prioridade do governo. O que a gente percebe é que ela afasta do horizonte um quadro de caos, muito negativo”, afirmou. “Há clima para que, com essas mudanças, a reforma tenda a ser aprovada na Câmara, onde é mais difícil, e depois, com mais facilidade, no Senado, mas não se sabe quando isso vai acontecer”, acrescentou.

Sylvio ressaltou que a reforma, por si só, não garante a retomada do crescimento econômico. Outras questões polêmicas, como a reforma tributária, e a recuperação da confiança, com a redução da instabilidade política, também são fundamentais para a mudança de cenário. O comentário do Congresso em Foco é feito todas as sextas-feiras, às 7h da manhã, sob a condução de Mariana Godoy e Marc Tawil.

Congresso em Foco


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