Política

Prefeitura de Natal diz “estranhar” notícia sobre aumento da tarifa de ônibus em troca de propina e que inquérito está “contaminado pelo processo eleitoral”

EX-PREFEITO DE NATAL, CARLOS EDUARDO RENUNCIOU O CARGO PARA DISPUTAR O GOVERNO DO RN, SENDO SUBSTITUÍDO PELO SEU VICE, ÁLVARO DIAS (MDB)

A prefeitura de Natal divulgou uma nota em que cita “estranhamento” a cerca da notícia sobre um suposto recebimento de propina em forma de doação eleitoral, envolvendo o ex-prefeito e candidato ao governo do RN, Carlos Eduardo (PDT), o atual prefeito Álvaro Dias (MDB) e o seu filho, o candidato a deputado estadual, Adjuto Dias (MDB)

O assunto, que tem movimentado o noticiário político local, fala sobre um inquérito civil aberto no dia 28 de agosto pelo Ministério Público, e diz que a autorização para o aumento da passagem de ônibus em Natal foi feita em troca de dinheiro a ser utilizado, em forma de doação eleitoral, para a candidatura de Carlos Eduardo Alves ao Governo do Estado e de Adjuto Dias a deputado estadual. O pagamento de propina teria sido feito pelo empresário Agnelo Cândido, que é o atual presidente do Sindicato das Empresas do Transporte Urbano de Natal (Seturn).

A tarifa do transporte público de Natal foi reajustada em 8,96% no último dia 20 de maio. Com isso, a passagem pulou de R$ 3,35 para R$ 3,65.

Na nota , a Prefeitura de Natal afirma “estranhar” o surgimento da notícia “desprovida de fundamentos” e alega que o inquérito está “contaminada pelo processo eleitoral”.

Leia na íntegra:

A Prefeitura Municipal do Natal se dirige para manifestar seu estranhamento diante do surgimento da notícia apresentada. Primeiro, por ser absolutamente desprovida de fundamentos.

O reajuste tarifário do transporte público segue critérios eminentemente técnicos e um processo que é regulamentado por lei. O processo se inicia com estudos que se convertem em planilhas com o acompanhamento da evolução de custos em itens como salários dos motoristas, encargos trabalhistas e despesas com insumos como combustíveis e peças de manutenção dos veículos.

Com base de todos esses dados, as planilhas de custos são submetidas ao Conselho Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana (CMTMU), composto por 31 membros, sendo eles não somente oriundos de organismos do Poder Público Municipal, mas também por representantes dos próprios usuários e de outras instituições públicas e privadas. E o reajuste deste ano, como de resto nos anos anteriores, foi aprovado por deliberação independente do Conselho, após levar em considerar a elevação de itens como o aumento do óleo diesel do ano anterior para o início deste, na ordem 23%, um índice maior que o representado pelo reajuste (8,96%).

Vale ressaltar que as próprias empresas que operam o sistema público de transporte em Natal criticaram a decisão do Conselho de Mobilidade Urbana, por considerar que ela não repunha os custos absorvidos pelo setor. Ao Poder Executivo Municipal, coube respeitar a decisão do Conselho, um padrão administrativo sempre adotado por todas as gestões na Prefeitura.

O surgimento deste inquérito, a quatro meses depois do reajuste ter sido definido e a esta altura dos acontecimentos, abre margem para interpretações de estar contaminado pelo processo eleitoral. A Prefeitura Municipal do Natal informa à população estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos pertinentes à questão.

Prefeitura Municipal do Natal



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