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‘Por minha Pátria eu morro. E também mato’, escreveu general que assumiu logística da Saúde

RIDAUTO FERNANDES TAMBÉM AFIRMOU QUE QUE O “EXÉRCITO NÃO MUDOU EM 50 ANOS”, FAZENDO ALUSÃO À DITADURA MILITAR. FOTO: DIVULGAÇÃO

O general da reserva Ridauto Fernandes é o novo diretor de logística do Ministério da Saúde, posto de onde tem saído as principais fontes de escândalo do Ministério da Saúde.

O militar, em 2020, defendeu que fosse decretado Estado de Sítio no mês de maio, quando o Supremo Tribunal Federal e o presidente Bolsonaro (sem partido) tiveram o seu pior momento.

Revelado pelo O Globo, conversa de um grupo de WhatsApp composta por militares revela que Ridauto, além de militar, é capaz de muitas coisas pela pátria.

Em uma conversa em que comentavam sobre o artigo escrito pelo jornalista Fernando Gabeira, que no passado fez parte do grupo revolucionário MR-8.

Ao comentar trecho do texto de Gabeira, onde este afirmava que Bolsonaro rebaixava as Forças Armadas, Ridauto mostrou que é capaz de qualquer coisa.

“Por alguns valores, um militar passa (facilmente) por cima de muita de coisa“, escreveu Ridauto.

Em seguida, completou o raciocínio: “Desculpem os que se sentirem ofendidos, mas por minha Pátria eu morro. E também mato e faço coisas que não vou listar aqui, para não provocar chiliques”.

As declarações de Ridauto foram dadas em mensagens trocadas durante o mês de novembro do ano passado.

“Aceito humilhações”

“Se eu achar que minha Pátria estiver precisando, aceito de cabeça eguida humilhações e cusparadas”.

Em outras palavras: “E, se achar que minha Pátria estiver precisando, providenciarei para que aquele que a esteja agredindo seja neutralizado (morto). Adoro essa palavra, neutralizado”.

Ainda indignado com o texto de Gabeira, o milita também afiram que adoraria mostra que o exército não mudou. Gabeira foi preso político durante a ditadura.

“O Exército não mudou”

“Nem sempre cumprir o dever é algo sacrificante. Acha que o Exército mudou em 50 anos? Adoraria mostrar que não mudou”.

Posteriormente, ao ser questionado pelo jornal O Globo sobre o teor das mensagens, Ridauto afirmou que na época de troca de mensagens não era funcionário do governo.

Por fim, Ridauto confirmou o teor das mensagens.

“Destaco que, na data em que o expressei, não integrava qualquer órgão de governo e, portanto, falava somente por mim, com a liberdade que a lei me garantia”.

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1 Comentário

  • Basicamente, sempre houve duas categorias de militares: os incapazes e os capazes de tudo. Mas eis que agora surge a categoria dos militares fujões, a do “morro ou mato”. A daqueles militares que, diante duma dificuldade maior, não hesitam em dar no pé: ou fogem para o morro, ou para o mato.

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