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Polícia Civil encerra ‘caso Gagliasso’ e menor que cometeu racismo deve sofrer pena socioeducativa

DURANTE A OPERAÇÃO, FORAM APREENDIDOS CELULARES E SETE PESSOAS FORAM CONDUZIDAS À DELEGACIA PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS

DURANTE A OPERAÇÃO, FORAM APREENDIDOS CELULARES E SETE PESSOAS FORAM CONDUZIDAS À DELEGACIA PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS

Em entrevista coletiva, a Polícia Civil esclareceu os detalhes da operação Gagliasso, que investigou as ofensas raciais sofridas pela filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Durante a operação, foram apreendidos celulares e sete pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, dentre elas, uma adolescente, de 14 anos, que criou o perfil falso na rede social para fazer as ofensas.

Segundo Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), a jovem que criou o perfil para as ofensas deverá sofrer com penas socioeducativas.

— Ela está em São Paulo é vai ser encaminhada para o Ministério Público ainda essa semana. A pena ainda não foi definida, mas e uma decisão do juiz e provavelmente ela deve tomar uma medida socioeducativa. Ela não foi apreendida porque não teve ameaça e não teve agressão física violenta. Se ela fosse maior pegaria uma pena de até 4 anos — disse Daniela, que completou:

— A menor não se mostrou arrependida e disse que quis fazer isso. Queria zuar. Quando fomos lá só a mãe estava no local. Ela recebeu a notícia com muita tristeza, a família ficou decepicionada. Na delegacia, a menor confessou que tinha feito os comentários racistas. Como tem várias casas juntas na localidade onde a menor que confessou o crime mora e a internet é compartilhada, tivemos de interrogar outras pessoas, mas com o depoimento dela, cocluímos que não teve nenhum adulto envolvido. Existem negros na família da menor também. A menor também se diz negra.

A delegada assistente da DRCI, Fernanda Fernandes, informou que a menor está sendo ameaçada por outras pessoas:

— Ela teve que se esconder em casa, parou de ir pra escola. Ela podia ser violentada até. Ela e a familia são moradores de uma comunidade de baixa renda.

O advogado de Gagliasso e Ewbank, Michel Assef Filho, não apontou qual será a atitude a ser tomada pela família após a conclusão do caso.

— Se o Bruno vai pedir indenização, esse é um tema que ainda não foi discutido. Se essa for a escolha deles, vai ser pra buscar algum tipo de resposta ou prestar algum tipo de serviço. Os pais podem ser responsabilizados civilmente quando o caso é com um menor — explicou.

Extra/Globo



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