Política

PGR pede para reabrir inquérito de caixa dois da J&F para deputado Fábio Faria

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a reabertura de uma investigação contra o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), atual terceiro-secretário da Câmara dos Deputados, após obter novas provas que, na avaliação da procuradora-geral da República Raquel Dodge , corroborariam a delação premiada da J&F sobre repasses de caixa dois por meio de um escritório de advocacia. Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a PGR pede à ministra Rosa Weber o envio do caso para a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte para apuração do crime de caixa dois atribuído a Fábio Faria.

Procurado, Fábio Faria negou irregularidades e afirmou em nota que o conteúdo das provas obtidas “claramente não se refere à minha campanha de deputado federal”.

O inquérito, aberto com base na delação premiada de Ricardo Saud, ex-executivo da J&F , havia sido arquivado em novembro a pedido da própria procuradora-geral da República Raquel Dodge, por considerar as provas insuficientes. No entanto, uma investigação em andamento na Procuradoria da República no Rio Grande do Norte sobre suspeitas de corrupção envolvendo o advogado Erick Pereira encontrou novas provas relacionadas a Fábio Faria e seu pai, o governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD). O material foi remetido para a PGR, que avaliou existirem indícios suficientes para reabrir a investigação.

Em sua delação, Ricardo Saud afirmou que a J&F repassou R$ 10 milhões a Fábio e Robinson Faria em troca da privatização da Companhia de Água e Esgoto do governo do RN, mas que a contrapartida não ocorreu porque a empresa perdeu interesse em realizar investimentos nessa área. Parte desses pagamentos teria ocorrido por meio de contratos fictícios com o escritório do advogado Erick Pereira, segundo o delator.

iG



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