Política

Para Mourão, caso de Flavio Bolsonaro ‘não tem nada a ver com governo’

O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, HAMILTON MOURÃO, ASSUME INTERINAMENTE A PRESIDÊNCIA ENQUANTO JAIR BOLSONARO ESTIVER FORA DO PAÍS. (FOTO: SERGIO LIMA)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que o caso Coaf, que investiga movimentações financeiras atípicas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, não é assunto do governo.

“É preciso dizer que o caso Flávio Bolsonaro não tem nada a ver com o governo”, disse o vice-presidente em entrevista à a agência Reuters neste domingo (20).

Para Mourão, é necessário aguardar o andamento das investigações para que se tire conclusões. O vice assume interinamente a Presidência da República durante o período em que Bolsonaro participará do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

A investigação teve início há 6 meses e levanta a hipóteses de ocultação de bens, direitos e valores no gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

São 22 procedimentos abertos no MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) com base no relatório da Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Flávio Bolsonaro é investigado na esfera cível da Justiça do Rio de Janeiro.

O jornal Estadão teve acesso ao relatório que mostra que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. O Jornal Nacional teve acesso a um novo relatório da Coaf que indicou movimentações bancárias suspeitas nas contas Flávio Bolsonaro. O senador eleito até então não era alvo na investigação. A reportagem foi veiculada na sexta-feira (18).

São 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito do Rio de Janeiro –todos concentrados na agência bancária que fica na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). O valor sempre era o mesmo: R$ 2.000. Em 5 dias foram depositados R$ 96.000.

Ainda na sexta, a TV Record veiculou entrevista na qual Flávio Bolsonaro questionou a atuação do MP-RJ e recorreu ao foro privilegiado –ao qual se diz contrário– para dizer que cabe ao Supremo autorizar as investigações.

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