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Para evitar extradição para os EUA, dono da Telexfree pede retorno da cidadania brasileira

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A extradição do brasileiro Carlos Wanzeler, um dos sócios da Telexfree – pirâmide financeira que prejudicou milhões de pessoas em todo o mundo – foi suspensa temporariamente pelo Supremo Tribunal Federal.

Por meio do seu advogado, Wanzeler, considerado foragido da justiça dos Estados Unidos, entrou com pedido de tutela de urgência quanto à rescisão da regra que levou à perda de nacionalidade brasileira decretada pelo SFT em setembro. Eles discordam da perda da nacionalidade brasileira. O processo foi suspenso temporariamente e o pedido ainda vai ser julgado.

“Se Wanzeler voltar a ser brasileiro nato, a extradição não poderá acontecer”, disse Rafael Lima, o advogado.

Entenda o caso

A Constituição brasileira não permite que o país extradite seus cidadãos para outros com o fim deles serem julgados por crimes cometidos no exterior. Mas neste caso, como o acusado se tornou cidadão norte-americano, as leis brasileiras permitem que a justiça possa retirar a cidadania de origem.

Foi justamente isso que aconteceu. Os ministros do STF votaram pela retirada da cidadania brasileira para ele possa ser extraditado e julgado pelo envolvimento na criação da empresa que prejudicou milhares de brasileiros nos Estados e no Brasil.

Nos Estados Unidos ele é acusado por suposta prática dos crimes de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em Massachusetts. A Justiça dos EUA considera que a Telexfree operou com esquema Ponzi e causou prejuízo de mais de US$ 3 bilhões a mais de um milhão de pessoal em todo o mundo.

Wanzeler fugiu para o Brasil em 2017 e desde então ficou como foragido da justiça americana. No Brasil, foi ele foi condenado por formação de pirâmide, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Todos os crimes estão relacionados com a Telexfree, que tinha razão social no Espírito Santo como Ympactus Comercial.

Gazeta News


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