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Educação

Aluna da rede pública é aprovada em 1º no curso mais concorrido da USP

BRUNA SENA PASSOU EM 1° LUGAR NA FUVEST E CURSARÁ MEDICINA NA USP (FOTO: BRUNA SENA/ARQUIVO PESSOAL)

 

Uma estudante de escola pública de Ribeirão Preto alcançou a nota mais alta da Fuvest no curso mais concorrido do vestibular 2017 da Universidade de São Paulo (USP): o de medicina no campus de Ribeirão Preto. Bruna Sena, de 17 anos, estudou a vida inteira na rede pública e superou 6,8 mil candidatos que disputaram as 90 vagas de graduação, ficando em 1° lugar. A assessoria de imprensa da USP em Ribeirão Preto (SP) confirmou a colocação da candidata. Com a aprovação, ela se tornou a primeira pessoa de sua família a ingressar no ensino superior.

Um artigo publicado no site da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) menciona o primeiro lugar de Bruna.

A concorrência para o curso de medicina na USP Ribeirão foi de 75,58 candidatos por vaga, uma disputa que tem se tornado cada ano mais acirrada, depois que a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto aderiu parcialmente ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Há dois anos, a concorrência foi de 50,51 candidatos por vaga.

De família pobre, Bruna dedicou quase todos os seus dias no ano passado para se preparar para essa disputa: pela manhã, ela cursou o terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Alberto Santos Dumont, localizada no Sumarezinho, bairro de classe média de Ribeirão Preto. Durante a tarde, estudava sozinha. À noite, frequentava diariamente o cursinho popular PET-Medicina, iniciativa dos estudantes de medicina da USP na cidade, que dão aulas voluntariamente a estudantes de baixa renda.

Desde o início do ensino médio, Bruna tinha como objetivo passar na Fuvest, mas ela diz que se surpreendeu ao descobrir que conseguiu alcançar o sonho na primeira tentativa. Ela participou do Inclusp, o programa de inclusão social da USP, que oferece pontuação extra para estudantes da rede pública.

A iniciativa tem como objetivo incentivar que mais estudantes de escolas públicas se inscrevam na Fuvest, e ampliar a diversidade entre os estudantes de graduação. Em 2016, de todos os calouros matriculados na USP, 57,7% eram homens, 76,4% eram brancos e 63,3% tinham feito todo o ensino médio em uma escola particular. Bruna representa a minoria nos três casos.

“Não foi fácil, mas eu tive ajuda de muita gente. Minha mãe me ajudou, minha família e também o meu cursinho popular. Foi por isso que eu obtive a minha aprovação, além do meu esforço”, afirma a mais nova caloura da USP.

Leia mais em:https://goo.gl/FxCEtQ

Fonte: G1

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Segurança

5 dicas de segurança para você não cair no “golpe do Uber”

O APLICATIVO MOSTRA O CARRO A CAMINHO. SE NO MAPA APARECE QUE O CARRO VAI CHEGAR PELA DIREITA, E ELE CHEGA PELA ESQUERDA, TEM ALGO ESTRANHO AÍ /  ROBERT GALBRAITH/ REUTERS

Imagine a cena: você sai do trabalho tarde da noite, e para não voltar para casa de ônibus, decide chamar um Uber.

Enquanto espera na calçada, um carro encosta e pergunta se você está esperando um dos veículos da empresa. Você entra?

Relatos como este estão se tornando comuns. Pessoas mal intencionadas se aproveitam do fato de os carros do Uber não terem nenhuma identificação externa para aplicar esse tipo de golpe.

Não há motivo para desespero, no entanto. É fundamental ficar de olho e seguir essas 5 dicas de segurança para não cair em roubada no Uber.

1. Acompanhe o caminho que o carro está fazendo

O aplicativo mostra o carro a caminho. Se no mapa parece que o carro vai chegar pela direita, e ele chega pela esquerda, tem algo estranho aí.

Se parece que ele está na rua de trás, provavelmente não é o mesmo carro que encostou ao seu lado. Fique atenta!

2. Sempre cheque a placa do carro

Quando o aplicativo seleciona o carro que vai atender sua chamada, ele informa a placa, modelo e marca do carro.

Mesmo se você não souber a diferença entre um Chevrolet Celta e um Honda HR-V, você pode identificar o carro pela placa. Nunca entre no carro sem checar se a placa informada no app corresponde à placa do carro.

3. Nunca diga seu nome antes do motorista

Se você tem o hábito de perguntar “esse carro é para a Fulana?”, pode tratar de mudar. O motorista tem acesso ao seu nome, e em geral ele mesmo pergunta, até para a segurança dele. Espere que ele pergunte, e então você pode confirmar.

4. Verifique se o motorista está usando o aplicativo

Em geral os motoristas deixam o celular com o aplicativo aberto no painel do carro. Lá, antes deles iniciarem a viagem, você pode ver seu nome e sua foto. Isso confirma que aquele motorista é o que foi designado para atender seu chamado.

5. Ainda insegura? Compartilhe sua localização

Você pode enviar para seus amigos e familiares um link que mostra onde você está enquanto está no Uber. Basta entrar no menu da viagem e clicar em “Compartilhar rota”.

Dessa forma a pessoa que receber a mensagem com link poderá ver em tempo real onde você está, se está mesmo a caminho de casa ou de qualquer que seja seu destino.

 

Fonte: M de Mulher

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Polícia

Quadrilha explode bancos, cerca pelotão e incendeia carro no RN

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO DA AGÊNCIA APÓS EXPLOSÃO / FOTO: GLAUCIONE FARIAS

Uma quadrilha atacou duas agências bancárias em São Paulo do Potengi, cidade distante pouco mais de 70 quilômetros de Natal, na madrugada desta segunda-feira (6). De acordo com a Polícia Militar, pelo menos 10 homens cercaram o pelotão da PM, explodiram as agências bancárias e bloquearam as entradas da cidade. Na fuga, grampos foram espalhados pelas estradas e um carro foi queimado para impedir que a polícia partisse em perseguição.

Segundo a PM, o crime aconteceu por volta das 2h20. A quadrilha estava dividida em três carros e atacou os caixas eletrônicos do Bradesco e o cofre da agência do Banco do Brasil na cidade. Os estabelecimentos ficaram parcialmente destruído com a força da explosão. A polícia ainda não sabe confirmar a quantidade de dinheiro que foi levada. Segundo a PM, toda a ação durou quase uma hora.

Na fuga, ainda de acordo com a polícia, parte do bando atirou contra prédios e lojas da cidade. Os criminosos também cercaram o pelotão da polícia na cidade, para impedir a saída de policiais. Um carro chegou a ser incendiado bloqueando uma das entrada para impedir uma eventual perseguição.

Grampos de ferro também foram espalhados pelas estradas que dão acesso à cidade. Pontiagudos, os grampos são usados para furar os pneus dos carros. Assim, a polícia também teve dificuldade de partir em busca dos bandidos, que conseguiram ir embora.

Fonte: G1 RN

 

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Internet

Quanto mais grupos de WhatsApp, mais chances de divórcio

ESTUDO FEITO NA UNIVERSIDADE DE RAYLOR, NOS EUA, DESCOBRIU QUE 46,3% DOS 453 ADULTOS ENTREVISTADOS TINHAM SOFRIDO PHUNNING POR PARTE DO PARCEIRO / EL PAÍS

A cena com certeza vai lhe soar familiar. Pode ser inclusive que já a tenha vivido em primeira pessoa. Um casal divide uma mesa em um restaurante ou está sentado lado a lado no sofá de casa. Uma das partes quer conversar, tenta manter o contato visual… mas do outro lado se produz o silêncio, poucas palavras, o olhar para baixo… O motivo? Seu interlocutor está –para desespero e raiva do acompanhante– vidrado na tela do celular.

Estamos diante de um claro caso de phubbing (acrônimo de phone snubbing, que significa ignorar com o celular). Trata-se de um fenômeno que tem aumentando e que descreve com perfeição um dos grandes males dos nossos dias: quando alguém que está ao nosso lado nos ignora porque está prestando mais atenção ao que acontece em uma tela de celular.
A questão não é fútil. Um estudo conduzido pelo professor James A. Roberts, da Universidade Baylor, nos EUA, descobriu que 46,3% dos 453 adultos entrevistadostinham sofrido phubbing por parte de seu parceiro; e 22,6% declararam que essa prática era fonte de conflito.Há dois motivos fundamentais, concluiu o especialista, para que o phubbing tenha impacto negativo nas relações de casais. Primeiro, porque o tempo que passamos conectados a nossos dispositivos não estamos empregando para fazer algo significativo que de verdade nos una como casal. E, segundo, porque o mal-estar que gera esse hábito leva, irremediavelmente, a discussões e a uma deterioração da relação. Além disso, as pessoas que disseram ter sido ignoradas por causa do celular por parte de seu cônjuge eram mais propensas a se sentirem deprimidas (na verdade, 36,6% tinham experimentado esse sentimento pelo menos em um ocasião).

Casais em terapia com o celular debaixo do braço

“Na realidade o problema acontece quando existe uma descoordenação no casal e uma das partes sente falta de atenção. Existem outros casos nos quais ambos utilizam muito o celular em companhia do outro, ou que só se comunicam pelo WhatsApp, mas não sentem culpa alguma porque estão em igualdade. Existe um consenso”, explica o psicólogo Enrique García Huete, diretor da Quality Psicólogos e professor da Universidade Cisneros (Madri).

García, que tratou em sua clínica de pessoas que desenvolveram um vício de celular, destaca que o phubbing é um problema cada vez mais recorrente quando um casal com problemas busca terapia. “Reclamam bastante que o outro está sempre agarrado no telefone e não presta atenção no cônjuge. Curiosamente, costumam ser mais os homens que fazem isso, mas não poderia dizer que é um problema em si para se recorrer à terapia. É mais um fator que influencia, mas não é o único”.

O escritor e doutor em Filosofia Enric Puig Punye, que acaba de abordar esse assunto em seu livro O Grande Vício. Como Sobreviver Sem Internet e Não se Isolar do Mundo?, aponta outro fator que contribui para gerar mal-entendidos: o fato de que a conexão ao mundo virtual se faz quase sempre a partir de dispositivos individuais e não é uma experiência compartilhada. “Queira ou não, nos concentrarmos cada um em nossos smartphones ou tablets produz uma sensação de secretismo que não ajuda. Ao contrário, desperta suspeitas”, afirma Puig. “Essa separação não seria tão drástica se, por exemplo, todos os membros da família utilizassem apenas um computador comum”.

Por sua parte, o doutor García Huete recorda que “quando nos comunicamos, é tão importante o verbal como o gestual”. “Se não nos sentimos atendidos, a sensação de frustração pode ser muito forte. Ao nos centrarmos no virtual, vai se extinguindo uma marca da comunicação muito importante, que só se produz pessoalmente, cara a cara”. Em caso de discrepância de opiniões no casal por causa desse assunto, o psicólogo recomenda “acertar em consenso os momentos de uso”. A negociação é muito importante. “Esse processo não servirá de nada se não tivermos consciência de que existe um problema e se não existir uma vontade real de mudança”, afirma García, “porque essas duas coisas nem sempre estão unidas”.

Leia mais em https://goo.gl/4wffRE

Fonte: El país

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Governo

Operação Potiguar II: Governo do Estado e Forças Armadas restabelecem a ordem no RN

FORAM REALIZADAS 3.879 AÇÕES DE POLICIAMENTO MOTORIZADO, A PÉ E FLUVIAIS QUE RESULTARAM NA APREENSÃO DE DROGAS, MUNIÇÕES, ARMAS, EXPLOSIVOS E PESSOAS. / FOTO DEMIS ROUSSOS

 

O governador Robinson Faria avaliou hoje, 6, a Operação Potiguar II, realizada pelas Forças Armadas em conjunto com as polícias militar e civil do Estado no período de 20 de janeiro a 04 de fevereiro para conter oscrimes praticados por organizações criminosas. A conclusão do governador foi de que a ação alcançou seu objetivo, restabelecendo a ordem e o respeito à legislação.

 

“A missão foi cumprida. Restabelecemos a ordem pública e vamos continuar atuando para combater a violência. O Estado não vai recuar, estamos trabalhando e vamos vencer a crise. Trabalhamos com inteligência, vamos construir presídios, vamos corrigir as falhas do sistema prisional, que não acontecem apenas no Rio Grande do Norte”, afirmou o Governador, em entrevista coletiva concedida na sede da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Natal. Ele ressaltou que durante a crise as forças policiais do Estado agiram com competência e técnica que evitaram mais mortes.

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, presente à avaliação da Operação Potiguar II, destacou: “As Forças Armadas, em conjunto com as polícias do Rio Grande do Norte, restabeleceram a ordem e devolveram ao Estado a normalidade que estava ameaçada com incêndios a veículos e ataques a prédios públicos”, disse o ministro acrescentando que as tropas nacionais estarão sempre prontas a dar respostas rápidas e efetivas a qualquer ameaça à ordem constitucional”.

 

Na avaliação da atuação dos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica no reforço ao combate ao crime organizado, o comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada e da Operação Potiguar II, general Jaime Octávio de Alexandre Queiroz, explicou que 1.887 militares das três forças foram mobilizados em 72 horas e começaram a atuar 24 horas por dia com efetivos em três turnos. Foram realizadas 3.879 ações de policiamento motorizado, a pé e fluviais que resultaram na apreensão de drogas, munições, armas, explosivos e pessoas. “A ordem pública foi preservada, a segurança restabelecida e a população volta à normalidade”, avaliou.

 

Fonte: Assecom

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Emprego

Mulher é discriminada em processo seletivo para vaga de emprego por ser mãe

SÔNIA COM OS DOIS FILHOS: LUCAS E MARIA LARA. / REPRODUÇÃO FACEBOOK

A especialista em planejamento financeiro Sonia Tomiyoshi fez uma publicação num grupo de mães no Facebook relatando ter sido discriminada num processo seletivo para uma vaga de trabalho apenas por ser mãe.

Ela participava do processo seletivo há dois meses. “Fiz algumas entrevistas, testes, entregas de relatórios e era uma das candidatas finalistas. Na semana passada, uma representante do RH da empresa me ligou e me disse que, apesar de eu ter sido muito bem avaliada no processo, buscaram outra pessoa, com o mesmo perfil que o meu, porque a empresa acreditava que eu não conseguiria desempenhar bem minha função por ser mãe”, disse ela em entrevista ao E+.

Sonia, que é mãe de Lucas, de cinco anos, e Maria Lara, de um ano e oito meses, concorria a um cargo de gerente financeira e de controladoria. “Nos últimos sete anos eu já vinha assumido cargos de gestão. Não sou uma pessoa nova no mercado, não estou me aventurando agora, já tenho experiência e ter filhos nunca me prejudicou em nada”, relatou.

Porém, para a empresa, isso foi um problema. Desde o início do processo, Sonia deixou claro que tinha filhos pequenos e que tinha estrutura familiar e uma babá que auxiliam nos cuidados com as crianças. “Notei que, logo que falei, isso foi colocado em pauta várias vezes pela pessoa que me entrevistava, isso foi inclusive circulado no currículo como um ponto negativo”, contou.

Mas o episódio não abalou Sonia que acredita, ao contrário da empresa, que ter filhos é um ponto positivo para o mercado de trabalho: “O fato de ter filhos não me prejudica em nada, pelo contrário, me motiva a ser cada vez melhor, porque, por meio do trabalho, eu consigo dar cada vez mais para meus filhos, na condição financeira, na estrutura familiar. Depois que me tornei mãe, fiquei muito melhor. Fiz uma segunda graduação sendo mãe, justamente para ter uma qualificação melhor para desempenhar minha tarefa”.

Um drama de muitas

O relato feito no grupo comoveu muitas mães e gerou bastante repercussão, mas Sonia não esperava. “Foi um relato simples mesmo, porque fiquei entristecida, eu não estava esperando essa repercussão, mas isso ocorre diariamente em empresas, é um drama de muitas mulheres, eu mesma já presenciei amigas minha sofrendo danos morais só por serem mães. Mas ser mãe não traz menos prestígio a ninguém, é, na verdade, uma motivação a mais”, desabafa.

Sonia, porém, não deseja levar seu caso para a Justiça – já que a Constituição Federal proíbe qualquer tipo de discriminação por raça, cor, gênero, idade ou número de filhos. “Este não é meu objetivo. Apenas desejo que o mercado se comporte melhor em relação a profissionais mães”, declara.

Fonte: Agência Estado

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Jurídico

Tese de Alexandre de Moraes impediria sua nomeação para vaga no STF

SEGUNDO DOCUMENTO ESCRITO POR ELE EM 2000, ALGUÉM QUE EXECEU CARGO DE CONFIANÇA NO GOVERNO NÃO PODE SER INDICADO PELO PRESIDENTE PARA O SUPREMO/ JOSÉ CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL

Em tese de doutorado apresentada na Faculdade de Direito da USP, em julho de 2000, o hoje ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, defendeu que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, fossem vedados os que exercem cargos de confiança “durante o mandato do presidente da República em exercício” para que se evitasse “demonstração de gratidão política”. Por esse critério, ele próprio, um dos cotados para a sucessão do ministro Teori Zavascki, estaria impedido de ser indicado pelo presidente Michel Temer.

O veto sugerido por Moraes está no ponto 103 da conclusão da tese. Ele diz: “É vedado (para o cargo de ministro do STF) o acesso daqueles que estiverem no exercício ou tiveram exercido cargo de confiança no Poder Executivo, mandatos eletivos, ou o cargo de procurador-geral da República, durante o mandato do presidente da República em exercício no momento da escolha, de maneira a evitar-se demonstração de gratidão política ou compromissos que comprometam a independência de nossa Corte Constitucional”.

O ministro não quis dar entrevista sobre sua tese de doutorado. Um sumário da mesma está no banco de dados bibliográficos da USP (dedalus.usp.br). Seu título é Jurisdição constitucional e tribunais constitucionais: garantia suprema da Constituição. Além do veto já citado, Moraes defende que os ministros do Supremo tenham mandato por tempo determinado, e não a vitaliciedade prevista na Constituição de 1988.

Defende, também, mudança expressiva na forma da escolha dos 11 ministros: quatro pelo presidente da República (“mediante prévio parecer opinativo do Conselho Federal da OAB”), quatro eleitos pelo Congresso e três escolhidos pelo próprio STF. Pela Constituição, hoje os onze ministros são escolhidos pelo presidente da República – como Michel Temer fará ao indicar o substituto de Teori Zavascki, morto mês passado – e, depois, sabatinados pelo Senado, que tem a palavra final.

A tese – um “tijolo” de 416 páginas, originais disponíveis na biblioteca da USP do Largo de São Francisco – foi orientada pelo jurista e professor Dalmo Dallari. “Como estudioso do direito, ele é melhor do que nos cargos executivos, inclusive o de ministro”, disse Dallari ao Estado. O professor emérito lembrou do doutorando, mas não quis fazer mais comentários. Os demais integrantes da banca foram o hoje ministro do STF Ricardo Lewandowski e os professores Paulo de Barros Carvalho, Celso Fernandes Campilongo e Mônica Garcia. Aprovaram a tese, mas sem o “com louvor” que costuma brindar trabalhos mais elaborados e/ou originais.

Já naquele 2000 – quase 12 anos passados depois da Constituinte, que neste fevereiro completa três décadas -, Alexandre de Moraes era fã do hoje presidente Michel Temer. Não só o citou na bibliografia do cartapácio – Temer, Michel – Constituição e política, 1994; Elementos de Direito Constitucional, 1995 – como, mais relevante, defendeu, na tese, quase as mesmas posições do constituinte Temer, também favorável a mandatos e a uma nova forma de composição e de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, propostas (não só dele) derrotadas nas votações.

A ideia central da tese é, em juridiquês repetitivo, “identificar a necessidade de uma atuação efetiva e eficiente da justiça constitucional, por meio de seu órgão máximo, o Tribunal Constitucional, como meio de garantir a supremacia constitucional”.

Atribuições e mudanças

Na primeira parte, Moraes teoriza sobre o direito constitucional. Na segunda, detalha, relatorialmente, como funciona a justiça constitucional em alguns países (modelos americano, alemão, austríaco e francês). Na última parte, menos árida, debulha a jurisdição constitucional brasileira, e o Supremo Tribunal Federal.

“Após a análise detalhada da evolução histórica do STF e de suas competências constitucionais, concluiu-se pela necessidade de sua transformação em exclusiva (grifo no original) Corte de Constitucionalidade, dirigindo seus trabalhos para a finalidade básica de preservação de supremacia constitucional e defesa intransigente dos direitos fundamentais”, escreveu o agora ministro e também autor de outras obras jurídicas.

Nos 110 pontos em que dividiu a conclusão de sua tese, Moraes fez inúmeras sugestões de mudanças – como a do mandato e da nova forma de escolha dos ministros do STF. Uma outra diz que a Constituição “deverá exigir maiores requisitos capacitários para o exercício do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, além de maiores vedações e incompatibilidades”.

Entre as condições “capacitárias”, dez anos de efetivo exercício de cargos privativos de bacharel em Direito, ou a condição de jurista, com o título de doutor. Para os três a serem escolhidos pela própria Corte, dez anos de carreira no magistério ou no Ministério Público. Entre as vedações, aquela que hoje, se vigente, impediria a sua indicação para o cargo.

 

Fonte: Agência Estado

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LAVA JATO

Investigado na Lava-Jato, Henrique Alves entrega passaporte para a Polícia Federal

EX-MINISTRO DO TURISMO E EX-PRESIDENTE DA ÂMARA TEM CERTIFICADO AS AUTORIDADES QUANDO RESOLVE VIAJAR PELO BRASIL OU PARA O EXTERIOR / FALA RN

 

O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) anda preocupado com as investigações contra si e com um possível pedido de prisão preventiva.

Réu em uma ação penal sob acusação de receber propina da Carioca Engenharia em uma conta aberta no exterior, Henrique Alves avisou ao juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, que faria uma viagem ao exterior em janeiro. Após retornar, entregou espontaneamente seu passaporte ao juiz, no último dia 26.

“Para que não reste qualquer dúvida, informa também que sua viagem à Europa possui caráter familiar, não se relacionando com qualquer atividade bancária no exterior, uma vez que não possui recursos fora do Brasil”, escreveu seu advogado, Marcelo Leal, na petição ao juiz Vallisney.

Não é meu

Em sua defesa prévia, Henrique Alves admite ter aberto a conta no exterior por meio de um escritório uruguaio, mas diz que não tinha poderes para movimentá-la. Mais de R$ 2 milhões foram depositados e o peemedebista diz que não soube de nada. Segundo a defesa, a conta “foi utilizada de maneira inescrupulosa, sem o seu conhecimento”.

 

Fonte: Fala RN

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Emprego

Reforma da Previdência começa a tramitar na Câmara nesta semana

A PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA ALTERA A IDADE MÍNIMA PARA APOSENTADORIA MÍNIMA DE HOMENS E MULHERES / AGÊNCIA BRASIL

A Câmara dos Deputados deve instalar nesta semana a comissão especial que vai analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da aposentadoria.

O assunto é prioridade para o governo, que espera aprovar a emenda nos próximos meses. A meta foi anunciada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

A proposta de reforma da Previdência altera a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres e determina os valores mínimo e máximo para o pagamento de benefícios.

As mudanças afetam trabalhadores do setor público e da iniciativa privada. O ministro Eliseu Padilha justificou a pressa na aprovação da proposta.

De acordo com a Secretaria de Previdência Social do Ministério do Trabalho, a Previdência registrou déficit de quase R$ 152 bilhões ao longo do ano passado. Na comparação com 2015, o déficit cresceu 59,7%.

A Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Anfip), discorda desse valor. Os auditores avaliam que, segundo a Constituição, o balanço da Previdência não deve ser feito isoladamente, mas precisa levar em conta todo o sistema de seguridade social.

Por isso, o vice-presidente de Política de Classe da Anfip, Floriano de Sá Neto, afirma que, se o governo seguir a Constituição, a Previdência terá superávit.

Além de aumentar a idade mínima para a aposentadoria, a proposta de reforma da Previdência estabelece que só poderá se aposentar quem tiver ao menos 25 anos de contribuição.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estuda o mercado de trabalho no Brasil há mais de 60 anos.

A entidade avalia que o aumento no tempo de contribuição vai prejudicar diversas categorias de trabalhadores. É o que explica o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Vão ficar fora da reforma da Previdência os trabalhadores que já têm condições de se aposentar pelas regras atuais. Homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos também não serão afetados pelas mudanças.

 

Fonte: Brasil de Fato

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Saúde

Os exames de Marisa Letícia e a crise da medicina brasileira

“TEM QUE ROMPER NO PROCEDIMENTO. DAÍ JÁ ABRE A PUPILA. E O CAPETA ABRAÇA ELA.”, DISSE UM MÉDICO AO VER O EXAME DE MARISA/ ARQUIVO ABr

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares lançou nota neste sábado (4), na qual se posiciona sobre o vazamento de exames de Marisa Letícia Lula da Silva. Para a organização, apesar de chocar, este fato não é novidade diante de situações vivenciadas na trajetória da formação médica no Brasil. “Vamos sendo submetidos aos poucos, em doses homeopáticas, a abusos e absurdos”, diz o texto. Trotes violentos, tratamento diferenciado para pacientes que tenham cometido crime, além de casos de assédio moral e sexual são experiências características da formação em medicina.

“Diante desta crise, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares reforça a necessidade de que a sociedade se envolva na discussão dos médicos e médicas que nossos cursos estão formando. Nós, médicos e médicas, somos formados para servir à sociedade brasileira e é com ela que devemos discutir qual profissional devemos formar, com conteúdos éticos e humanistas indissociáveis da boa prática clínica.”

Confira nota na íntegra:

“Tem que romper no procedimento.

Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”

A frase acima foi veiculada em matéria do jornal O Globo, dita por um médico em um grupo de WhatsApp ao receber as tomografias vazadas de Marisa Letícia Lula da Silva. O fato de que estes exames tenham vazado já causa revolta. Ler o comentário do “colega” deixaria qualquer um estupefato. Entretanto, para muitos médicos e estudantes de medicina no Brasil tais fatos não se constituem novidade, e eles já existiam bem antes da polarização política que o país vive hoje.

Na trajetória da formação de um médico no Brasil, vamos sendo submetidos aos poucos, em doses homeopáticas, a abusos e absurdos. Seja em um ambulatório de Ginecologia na Faculdade onde dez estudantes fazem o toque vaginal na mesma paciente – é para que eles aprendam, diz o professor à paciente. Seja em um plantão de pronto-socorro onde se aprende a tratar os pacientes de um jeito e os “bandidos” de outro: sem analgésicos, tratados sem o mínimo de empatia e manejados com força desproporcional, como se aqueles que estão ali para cuidar da vida humana quisessem sentir o gosto de “revidar” o mal que supostamente fez o cidadão.

Aprendemos a aceitar que receber trotes violentos “faz parte”, pelo simples fato de que nos próximos 5 anos poderemos “descontar” nos próximos calouros. Aprendemos que fazer plantões ilegais em pequenas cidades no interior, nos passando por médicos, não tem problema, afinal, se não fossem estes cidadãos altruístas, quem atenderia os pobres coitados? Aprendemos a ficar calados com os abusos que passamos na Residência médica, desde cargas horárias excessivas até assédio moral dos preceptores. Aprendemos a ouvir calados os impropérios de chefes dos serviços em nome de manter um bom ambiente de trabalho. Tudo isso para “engrossar a casca”, dizem. Com todo esse aprendizado, nos parece que a resiliência é a maior habilidade desenvolvida pela nossa categoria, afinal, se formam muitos médicos e médicas éticos, humanos e comprometidos com a vida.

O episódio do vazamento dos exames da ex-primeira-dama traz à tona essas questões. As tomografias de Marisa Letícia percorreram vários grupos de WhatsApp, de São Paulo para todo o país, e foram recebidas da forma mais natural possível, como se fosse algo corriqueiro receber no celular exames de um paciente que não está sob seus cuidados. Discutir casos com a equipe do próprio hospital nesses grupos, no qual todos são obrigados ao sigilo médico e com o intuito de elucidar diagnósticos, é uma coisa. Mas, neste caso, a quebra do sigilo médico foi notória. O pior é que alguns dos que vazaram o exame não o fizeram com o intuito de discutir um caso clínico, mas sim para tripudiar em cima do sofrimento humano. Não há polarização política que justifique atos como este.

Nestes momentos, nossa categoria fica exposta, na berlinda, com nossos pacientes se perguntando: “Será que isto acontece comigo?”. De forma absolutamente estarrecedora, nos deparamos com comentários de indivíduos que nunca deveriam ter se formado médicos, que não possuem o mínimo de humanidade e ética. Infelizmente é preciso lembrar que há mais destes prestes a se formar, e que é preciso fazer alguma coisa, em nome daqueles que exercem a medicina de forma digna e principalmente em nome de nossos pacientes.

Diante desta crise, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares reforça a necessidade de que a sociedade se envolva na discussão dos médicos e médicas que nossos cursos estão formando. Nós, médicos e médicas, somos formados para servir à sociedade brasileira e é com ela que devemos discutir qual profissional devemos formar, com conteúdos éticos e humanistas indissociáveis da boa prática clínica.

 

Fonte: Brasil de Fato

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