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Política

PMDB quer mudar de nome e retomar o ‘MDB’ da ditadura militar

MEMBROS DO PMDB DURANTE CONVENÇÃO NACIONAL DO PARIDO, EM MARÇO DESTE ANO. (FOTO: RENATO COSTA)

MEMBROS DO PMDB DURANTE CONVENÇÃO NACIONAL DO PARIDO, EM MARÇO DESTE ANO. (FOTO: RENATO COSTA)

O PMDB pretende mudar o nome da sigla e retomar o “MDB”, usado de 1966 a 1979, durante o bipartidarismo da Ditadura Militar, quando fazia oposição à Arena,   O anúncio foi feito pelo presidente da legenda, o senador Romero Jucá (PMDB-RR). A ideia, contudo, ainda deve ser discutida em plenárias estaduais.A mudança, se aprovada, deve virar oficial em dezembro e entrar em vigor em fevereiro de 2017.

“Queremos deixar de ser partido e ser um movimento. Ou seja, algo mais forte, algo mais permanente, com uma ação constante. Voltar ser MDB resgata uma tradição, uma história, uma origem, que é muito importante para o povo brasileiro”, disse Jucá em entrevista coletiva neste sábado (26).

“Se o MDB antigo fez a redemocratização do país, o MDB novo pode fazer a reconstrução social e econômica do país”, completou o senador, que acredita que o nome “MDB” “mais atual”. “Já lancei aqui a consulta. Nós queremos retomar o que representa toda nossa força política, não apenas um partido político”.

As informações são da Folha de S. Paulo.

 

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Geral

Detran realiza operação Lei Seca em Mossoró, Tibau e Grossos

  OS POLICIAIS ENCONTRARAM VÁRIAS SITUAÇÕES DE DESRESPEITO À LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO, ENTRE ELAS O TRÁFEGO ILEGAL DE VEÍCULOS PELA FAIXA DE AREIA LITORÂNEA.

OS POLICIAIS ENCONTRARAM VÁRIAS SITUAÇÕES DE DESRESPEITO À LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO, ENTRE ELAS O TRÁFEGO ILEGAL DE VEÍCULOS PELA FAIXA DE AREIA LITORÂNEA.

Este final de semana foi de intensa fiscalização por parte das equipes da Operação Lei Seca do Detran/RN com blitzen realizadas durante dia e noite nas cidades de Mossoró, Tibau e Grossos. Dezenas de pessoas foram fiscalizadas resultando na prisão de três condutores por embriaguez, outros 53 foram autuados administrativamente por desrespeito a Lei Seca, 58 autos de infração por motivos diversos foram efetivados e seis veículos apreendidos.

A fiscalização iniciou ainda na sexta-feira (25), na orla de Tibau e Grossos. Os policiais encontraram várias situações de desrespeito à legislação de trânsito, entre elas o tráfego ilegal de veículos pela faixa de areia litorânea. Nessas ações foram apreendidas quatro motocicletas, sendo ainda quatro condutores flagrados dirigindo sob efeito de álcool e outras 22 autuações diversificadas foram contabilizadas.

Já no sábado (26), as fiscalizações se estenderam por todo o dia em Tibau e Grossos. Dessa vez os policiais militares da Lei Seca conseguiram deter 17 motoristas embriagados, sendo um deles preso e autuado por crime de trânsito. Também foram registradas mais 15 autuações diversas e duas motocicletas que trafegavam em desacordo com a lei de trânsito foram apreendidas. As intervenções e abordagens a condutores foram sequenciadas durante a noite na cidade de Mossoró, sendo concluídas já na madrugada deste domingo (27).

Uma grande blitz foi armada na Avenida Cunha da Mota, no Centro da capital do Oeste. O saldo foi de dois motoristas presos por crime de trânsito, sendo outros 32 notificados administrativamente com base na Lei Seca. A equipe de fiscalização ainda registrou mais outras 21 situações em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Dados do setor de Estatística do Detran/RN apontam que nos primeiros 10 meses deste ano foram autuados na Lei Seca um total de 2.345 condutores.

Desses, 287 foram presos sob acusação de crime de trânsito com base no artigo 306 do CTB, e responderão, não só pelas sanções administrativas, mas também penalmente, podendo receber punição de seis meses a um ano de prisão. O condutor flagrado embriagado dirigindo veículo automotor tem a CNH retida e é punido com multa de R$ 2.934,70, além de ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses.

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Geral

Diretor do ITEP participa de reunião com Ministro da Justiça em São Paulo

reuniao-itep

NO PAUTA DA REUNIÃO ESTÁ O PAPEL DA PERÍCIA NO COMBATE AO HOMICÍDIO E O PLANO NACIONAL DE REDUÇÃO DE CRIMES VIOLENTOS LETAIS E INTENCIONAIS (CVLI)

O diretor do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP-RN), Marcos Brandão, participa nesta segunda-feira (28) de uma reunião extraordinária dos dirigentes gerais de órgãos periciais e forenses com o Ministro da Justiça, Alexandre Moraes.

No pauta da reunião está o papel da perícia no combate ao homicídio e o plano nacional de redução de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI). Além disso, durante o encontro deve ser aprovada a ata XXX, da reunião que aconteceu no último dia 3, na cidade de Maceió, em Alagoas.

A ata em questão se propõe a tratar da inteligência pericial, do sistema de informatização das polícias científicas, racionalização do serviço pericial, lei orgânica, estrutura administrativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), entre outros assuntos.

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Política

Geddel sem ministério: “a partir de hoje sou babá”

O EX-MINISTRO DA SECRETARIA DE GOVERNO GEDDEL VIEIRA LIMA PEDI DEMISSÃO DO CARGO NA ULTIMA SEXTA-FEIRA (25)

O EX-MINISTRO DA SECRETARIA DE GOVERNO GEDDEL VIEIRA LIMA PEDI DEMISSÃO DO CARGO NA ULTIMA SEXTA-FEIRA (25)

No domingo, 27 de novembro, dia que encerrou a semana de seu calvário político, o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima recebeu o jornal O Estado de S. Paulo em sua casa, no bairro do Chame-Chame, em Salvador, para, em suas palavras, encerrar suas declarações sobre as denúncias que lhe custaram o cargo.
Ele mostrou cheques em seu nome e de empresas que usam suas iniciais (GVL) e a de seus pais (MA) para reafirmar que investiu no apartamento 2301 do Edifício La Vue, na capital baiana. Sua intenção é desfazer afirmações de que seria sócio oculto do empreendimento.
O ex-ministro diz ter assinado a promessa de compra e venda do imóvel “em meados de 2014” e já ter pago R$ 1,9 milhão pelo apartamento – mais R$ 1 milhão seria pago em duas parcelas de R$ 500 mil, uma este ano e outra no final de 2017, na entrega das chaves.
Apesar do investimento, seu nome e o das empresas citadas por ele não aparecem na ata da convenção do condomínio assinada em setembro de 2015. Segundo Geddel, porque era uma promessa de compra e venda, ainda que o pagamento já tivesse sido efetuado. “A empresa de minha prima está lá na ata e ela desistiu da compra”, afirmou.
O ex-ministro não permitiu que a reportagem tirasse cópias dos documentos que apresentará à Comissão de Ética da Presidência e ao MP. Também não autorizou qualquer registro da entrevista.
“Não vai fazer que nem o (Marcelo) Calero não, hein?”, brincou, citando o ex-ministro da Cultura, que afirma ter gravado conversas em que Geddel o teria pressionado a aprovar o empreendimento fora das regras do Iphan. O caso culminou com o pedido de demissão de Geddel na última sexta-feira, acompanhado de perto por jornalistas e manifestantes em frente ao prédio onde mora, na Bahia.
Geddel diz não saber o que será feito do empreendimento após a suspensão das obras por decisão da Justiça. “Quero sarar o lombo e pensar no que fazer daqui para a frente”. De camisa regata, jeans e sandálias, brincou: “A partir de hoje, sou babá”, em referência ao filho, Gedelzinho, de sete anos.
‘Suíno’
O ex-ministro também comentou o apelido de “Suíno” que teria recebido no colégio Marista de Brasília, onde estudou com Renato Russo, do qual ele afirma não se recordar. “Nunca fui chamado de Suíno. Aliás, nem lembro de Renato Russo nenhum no colégio. Ele não era ninguém”.
A história – e a desavença com Renato – é narrada na biografia do cantor, “O Filho da Revolução”, de Carlos Marcelo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

Ex-gerente da Petrobras confessa propina em caixas de uísque

PETROBRAS: EX-DIRETOR AFIRMOU TER RECEBIDO PROPINA DENTRO DE CAIXAS VAZIAS DE UÍSQUE EM PACOTES DE FREE SHOP (GALDIERI/BLOOMBERG

PETROBRAS: EX-DIRETOR AFIRMOU TER RECEBIDO PROPINA DENTRO DE CAIXAS VAZIAS DE UÍSQUE EM PACOTES DE FREE SHOP (GALDIERI/BLOOMBERG)

Em depoimento espontâneo à Operação Lava Jato, o engenheiro Glauco Legatti, funcionário aposentado da Petrobras, confessou ter recebido propina do operador Shinko Nakandakari, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal.

Legatti, que atuou como gerente-geral da Refinaria do Nordeste, em Abreu e Lima (PE), entre 2008 e 2014, declarou que Shinko deu a ele caixas de uísque recheadas de dinheiro vivo.

Em audiência em junho de 2015, frente ao juiz federal Sérgio Moro, o engenheiro havia negado o recebimento de R$ 400 mil, em propina, de Nakandakari – este havia declarado, em sua delação, que pagou os R$ 400 mil a Legatti, parceladamente, “a pedido da Galvão Engenharia”.

Na ocasião, Legatti depôs como testemunha em ação contra executivos da Galvão Engenharia, uma das empreiteiras acusadas de fazer parte do cartel que se apossou de contratos bilionários da Petrobras.

Legatti teve sua tentativa de delação premiada frustrada e, então, decidiu procurar a Lava Jato para prestar depoimento “de forma espontânea”, em 9 de novembro deste ano, como tentativa de receber benefícios legais. O engenheiro disse que conheceu Nakandakari “por volta de 2001/2002”.

“Em algum momento, Shinko (Nakandakari) chegou a lhe oferecer vantagem indevida para que atuasse de alguma forma que não chegou a esclarecer, mas que o declarante negou, em razão de sua amizade e porque ficou preocupado que Shinko fosse lhe ficar cobrando favores; que isso ocorreu por volta de 2010, quando já estava na RNEST”, relatou.

O engenheiro contou que, em 2013, ele e Nakandakari se encontraram “com frequência” no Rio para jantar e tomar drinks em hotéis.

Em um dos encontros, declarou, Nakandakari disse que a “diretoria” estava muito contente com o trabalho dele na RNEST. Segundo Legatti, por “diretoria” ele entendeu Galvão Engenharia, “já que Shinko era uma pessoa vinculada” à empreiteira na época.

“Shinko voltou a oferecer vantagem indevida ao declarante, que novamente o declarante negou; que o declarante deixou claro para Shinko que ajudaria a Galvão no que fosse possível, mas nada fora ou contra suas atribuições; que de qualquer maneira, Shinko entregou ao declarante, em um determinado jantar, uma caixa de uísque; que Shinko disse ao declarante que, dentro da caixa, havia um outro presente; que dentro da caixa, havia dinheiro, em espécie”, contou.

Legatti disse que este encontro ocorreu no Hotel Sofitel. Em outra oportunidade, relatou, Shinko Nakandakari deu-lhe “uma nova caixa de uísque”.

“A segunda vez ocorreu no Caesar Park, em um café da manhã, também em uma caixa de uísque; que ainda houve uma terceira entrega de dinheiro, na casa do declarante, da mesma forma (também dentro de uma caixa de uísque); que em todas as vezes, a caixa estava em uma sacola de free shop; que era prática comum de Shinko presentear o declarante com uísques e bebidas, e que portanto a primeira entrega não lhe surpreendeu, exceto pelo fato de estar com dinheiro dentro”, disse.

O engenheiro afirmou que, na primeira entrega, recusou o presente, “mas Shinko insistiu, dizendo que era uma presente dele”, então, “acabou ficando com o dinheiro, assim como ocorreu em mais duas ocasiões”.

“O declarante não se recorda quando as entregas ocorreram e com qual intervalo; que não sabe o total que recebeu do declarante (talvez R$ 120 mil algo em torno disso), mas que nega ter recebido R$ 400 mil; que acredita que Shinko pagasse outras pessoas, porque ele dizia que, quando iria entregar dinheiro em espécie ao declarante, ia de carro para o Rio de Janeiro, e que não parece crível que fosse viajar de carro só para levar dinheiro para o declarante”, diz seu depoimento.

“Para o declarante, sempre pareceu que os pagamentos vinham de Shinko, mas que lhe restou claro que, para Shinko, os pagamentos advinham da Galvão, ou seja, se originavam de sua atuação na Galvão; que Shinko, em determinado momento, parou de lhe presentear com caixas com dinheiro, já por ocasião do início da Lava Jato.”

Glauco Legatti disse ainda que Shinko Nakandakari nunca lhe indicou os nomes de quem, na Galvão Engenharia, determinava os pagamentos em seu favor.

Exame

 

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Internacional

Cuba terá uma semana de salva de tiros em homenagem a Fidel Castro

LÍDER DA REVOLUÇÃO CUBANA, FIDEL CASTRO, QUE MORREU AOS 90 ANOS NA SEXTA-FEIRA.

LÍDER DA REVOLUÇÃO CUBANA, FIDEL CASTRO, QUE MORREU AOS 90 ANOS NA SEXTA-FEIRA.

Uma salva de tiros será feita em Havana e Santiago de Cuba a partir de segunda-feira (28) até o próximo domingo como homenagem póstuma ao líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, que morreu aos 90 anos na sexta-feira.

Os tiros de canhão começarão a partir das 9h de segunda-feira, quando 21 disparos serão feitos simultaneamente nas províncias de Havana e Santiago, e no domingo será repetido o mesmo número em ambos os lugares, informou o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.

Também será feita uma salva de canhão a cada hora, até as 18h, na segunda-feira, de acordo com o órgão. Depois, de terça-feira e até sábado, os tiros ocorrerão das 6h até as 18h.

Cuba inicia este domingo como o segundo dos nove dias de luto oficial decretados pelo governo pela morte do ex-presidente Fidel Castro, mas os principais eventos de homenagem começarão na segunda-feira.

A expectativa é que nos próximos dois dias comecem a chegar à ilha líderes e outras personalidades para participar dos atos de despedida.

Os cubanos terão dois dias – segunda-feira e terça-feira – para se despedirem em Havana do comandante revolucionário, cujas cinzas estarão no monumento em memória a José Martí, na emblemática Praça da Revolução.

Na tarde de terça-feira ocorrerá no local um grande ato com a presença dos líderes e personalidades que forem a Cuba para dar o último adeus a Fidel.

No dia seguinte, os restos do ex-governante sairão de Havana e percorrerão a ilha durante quatro dias até chegar à província de Santiago, um local emblemático para o início da revolução e ao qual tanto Fidel como o irmão Raúl Castro são muito ligados, embora tenham nascido na província vizinha de Holguín.

As cinzas chegarão a Santiago no sábado, quando haverá um novo ato popular que dará passagem, um dia depois, ao sepultamento do corpo no cemitério de Santa Ifigenia. Embora não tenha sido informado a respeito, é provável que o enterro de Fidel Castro seja feito como um ato íntimo e sem a presença de delegações oficiais.

Uol

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Polícia

CIPAM apreende “paredão de som” em São Gonçalo do Amarante

 O PROPRIETÁRIO E O EQUIPAMENTO FORAM CONDUZIDOS À DELEGACIA DE PLANTAÕA DA ZONA NORTE DE NATAL PARA OS PROCEIDMENTOS LEGAIS.

O PROPRIETÁRIO E O EQUIPAMENTO FORAM CONDUZIDOS À DELEGACIA DE PLANTAÕA DA ZONA NORTE DE NATAL PARA OS PROCEIDMENTOS LEGAIS.

Policiais da Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM) apreenderam neste domingo (27) , no bairro Jardim Lola, na cidade de São Gonçalo do Amarante, um “paredão de som” que estava tirando o sossego dos moradores da região por estar causando poluição sonora, ou seja, funcionando acima do limite permitido por lei.

A CIPAM foi comunicada pela Central de Operações da Polícia Militar (COPOM) sobre o fato e ao chegar ao local constatou a irregularidade. O proprietário e o equipamento foram conduzidos à Delegacia de Plantaõa da zona Norte de Natal para os proceidmentos legais.

Com a proximidade do verão e do período de férias, as ações de fiscalização da CIPAM tende a se tornarem ainda mais intensa.

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Geral

Justiça do RN condena TIM a indenizar consumidor que teve negativação indevida

 A CONSUMIDORA DO SERVIÇO DE TELEFONIA DA EMPRESA TIM CELULAR S/A. SERÁ INDENIZADA COM O VALOR DE R$ 2 MIL

A CONSUMIDORA DO SERVIÇO DE TELEFONIA DA EMPRESA TIM CELULAR S/A. SERÁ INDENIZADA COM O VALOR DE R$ 2 MIL

Uma consumidora de serviço de telefonia da empresa Tim Celular S/A. será indenizada com o valor de R$ 2 mil, a título de compensação pelos danos morais sofridos em virtude da negativação do seu nome no Serasa sob a alegação de que houve migração de plano de pré-pago para pós-pago solicitado pela cliente, fato que gerou fatura não paga.

A sentença é da juíza Ingrid Raniele Farias Sandes, da Comarca de Marcelino Vieira, que também determinou a exclusão definitiva do nome da consumidora do órgão restritivo de crédito em que se encontra inscrita no prazo de 48 horas, contados da intimação da sentença, sob pena de aplicação de multa única a incidir no valor de R$ 1.500,00.

A consumidora ingressou com ação judicial postulando a exclusão do seu nome do órgão restritivo de crédito em que se encontra inscrita e compensação por danos morais sofridos relacionados ao registro negativador indevido, sob o argumento de que jamais contratou com a empresa TIM qualquer plano pós-pago.

A Tim, por sua vez, alegou a inexistência de defeito na prestação de serviço, pois que consta solicitação da autora para migração do plano pré-pago para a modalidade pós-paga e que não houve conduta irregular da empresa, agindo de conformidade com o contrato avençado entre as partes. A TIM alegou ainda inexistência de dever de reparação por danos morais.

De acordo com a juíza, além da ligação encontrar-se com bastante ruído e com falhas, infere-se da própria fala da autora que esta se trata de uma pessoa humilde, de pouca ou quase nenhuma instrução, e inclusive os seus dados pessoais são transmitidos a atendente da TIM por outra pessoa que ela chama para falar ao telefone, em razão de desconhecer seu próprio CPF e, inclusive o que seria “CEP”, quando indagada pela funcionária da TIM.

“Ora, não pode a demandada valer-se da pouca instrução da parte autora, utilizando para tanto de mecanismos dificultosos para a sua compreensão, especialmente, o telefone, para induzir o consumidor a adquirir uma modalidade de plano pós-pago”, assinalou.

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Economia

Mercado estima menos inflação para 2016 e queda de cerca de 3,5% no PIB

ANALISTAS PREVEEM AINDA REDUÇÃO DE JUROS NESTA SEMANA PARA 13,75% AO ANO.

ANALISTAS PREVEEM AINDA REDUÇÃO DE JUROS NESTA SEMANA PARA 13,75% AO ANO.

O mercado financeiro estimou menos inflação para este ano e um “encolhimento” maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, próximo de 3,5%, além de uma expansão mais fraca da economia no ano que vem.

As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (28) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,80% para 6,72% na semana passada. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação e bem distante do objetivo central fixado para 2016, que é de inflação de 4,5%.

Para 2017, a previsão do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 4,93%. O índice está abaixo do teto de 6% para o IPCA, fixado para o ano que vem, mas ainda acima da meta central de inflação, que é de 4,5%.

O Banco Central  tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016, ou seja, trazer a taxa para até 6,5%, e também fazer convergir a inflação para a meta central de 4,5% em 2017.

Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, o mercado financeiro prevê agora um encolhimento de 3,49%. Na pesquisa anterior, feita na semana retrasada, a previsão era de queda de 3,40%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Essa será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de retração no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.

Os economistas das instituições financeiras também baixaram a previsão de alta do PIB em 2017, de 1% para 0,98%, informou o BC.

Na semana passada, o governo estimou um tombo de 3,5% para o PIB deste ano e uma expansão de 1% para o nível de atividade econômica em 2017.

Taxa de juros
O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão de que a taxa de juros recuará para 13,75% ao ano na próxima quarta-feira (30) – quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Atualmente, os juros estão em 14% ao ano.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 10,75% ao ano – o que pressupõe continuidade do processo de corte dos juros no ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 3,30 para R$ 3,35.

Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar ficou estável, em R$ 3,40.

A projeção do relatório Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 recuou de US$ 47,4 bilhões para US$ 47 bilhões de resultado positivo.

Para o próximo ano, os especialistas do mercado preveem que o superávit vá cair de US$ 45 bilhões para US$ 44 bilhões.

A projeção do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2016 permaneceu inalterada, em US$ 65 bilhões.

Para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu estável, em US$ 70 bilhões.

G1 Brasília

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Política

Temer diz que gravar um presidente é “gravíssimo” e pede divulgação da conversa

 SEGUNDO TEMER, O CASO REPRESENTA APENAS “UM CONFLITO ENTRE ÓRGÃOS DA ADMINISTRARÃO”

SEGUNDO TEMER, O CASO REPRESENTA APENAS “UM CONFLITO ENTRE ÓRGÃOS DA ADMINISTRARÃO”

O presidente Michel Temer disse neste domingo (27) que vai “exigir” que a suposta gravação feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero venha a público. Na conversa, Temer e Calero conversaram sobre “um conflito entre órgãos da administração” no episódio envolvendo um impasse com o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberação de um empreendimento de interesse do agora também ex-ministro Geddel Vieira Lima.

“Ao que parece, ele [Calero] gravou a conversa. Com toda franqueza, acho que gravar clandestinamente é sempre algo desrazoável e gravíssimo. Se gravou, vou exigir que essa gravação venha à luz. Todos vocês sabem que sou cuidadoso com as palavras e que jamais diria algo inadequado”, disse o presidente em entrevista coletiva convocada neste domingo para anunciar um acordo entre o Executivo e o Legislativo para impedir a anistia ao caixa dois eleitoral.

Segundo Temer, o caso representa apenas “um conflito entre órgãos da administrarão” entre o Iphan da Bahia, que liberou o empreendimento, e o Iphan nacional, subordinado ao Ministério Cultura, e que não deu aval para o imóvel. “O ex-ministro [Marcelo Calero] me procurou na quarta-feira (23) à noite, durante o jantar com os senadores, dizendo que tinha um pedido [feito pelo Geddel] que seria difícil atender. Eu disse para fazer o que achasse melhor, e que se houve pleito, que visse o que seria melhor fazer”, disse o presidente.

“Na quinta-feira (24), ele veio à tarde para falar comigo e me contou por inteiro o caso. Ele disse que não queria entrar na história. Eu disse que se ele não quisesse entrar na história, havia uma solução legal: a lei diz que quando há conflito de órgãos, pode-se ouvir a Advocacia-Geral da União, que fará avaliação daquele conflito. Logo depois ele disse que queria voltar a noite para falar comigo. Voltou às 21h com a mesma conversa, com o mesmo conteúdo. Parece que ele gravou mesmo”, acrescentou.

Temer disse ter dado a Calero a garantia de que tomasse a decisão que considerasse correta, mas que, em seguida, recebeu dele o pedido de exoneração.

Saída de Geddel

O presidente disse que o caso acabou ganhando “dimensão extraordinária” e reconheceu que a demora entre a acusação de Calero e a saída de Geddel do governo não foi útil. “Se tivesse demorado menos seria melhor, mas também não causa prejuízos de grande monta.”

Temer disse que ainda não decidiu quem ocupará o cargo de Geddel, após o pedido de exoneração feito na sexta-feira (25). “Estou examinando com muito cuidado quem pode ir para a articulação política, na Secretaria de Governo. O perfil será de alguém com lisura absoluta na conduta e, por outro lado, com boa interlocução com o Congresso Nacional, de forma a manter bom contato e estabelecer um diálogo produtivo”, disse o presidente.

Sobre o envolvimento do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, no episódio de suposto tráfico de influência de Geddel, Temer descartou qualquer hipótese de saída dele do governo. “O que o Padilha fez foi exatamente o que eu disse: fazer o que a lei determina e mandar ouvir a AGU, caso não quisesse despachar. Não há razão para qualquer medida dessa natureza.”

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