CORONAVÍRUS

Oxford recruta voluntários para receber vacina em teste contra a covid-19 em Natal

Estão aptos a participar do estudo pessoas com mais de 18 anos (sem limite máximo de idade) e que tenham alta exposição ao vírus

Cerca de mil voluntários serão recrutados a participar da pesquisa da vacina contra a covid-19 no Rio Grande do Norte com a instalação do centro de testes da Universidade de Oxford que serão afetuados pelo Centro de Pesquisas Clínicas de Natal (CPClin). Os interessados já podem se inscrever no site: www.cpclinrn.com.br. Estão aptos a participar do estudo pessoas com mais de 18 anos (sem limite máximo de idade) e que tenham alta exposição ao vírus.

Após a inscrição, a equipe do estudo entrará em contato para agendar a primeira visita ao centro. Estão aptos a participar dos testes voluntários com mais de 18 anos (sem limite máximo de idade). O estudo não é restrito a profissionais de saúde. Podem participar todas as pessoas que estejam altamente expostas ao vírus. O Centro deverá abrir na próxima segunda-feira (21).

Natal

A Universidade de Oxford dobrou o número de voluntários para os testes da vacina no Brasil, passando de 5 mil para 10 mil pessoas. E Natal está entre as cidades contempladas com três novos centros de testes que serão inaugurados no país nas próximas semanas.  junto com Porto Alegre (RS) e Santa Maria (RS).

Os três se somam aos centros de São Paulo, onde os estudos são capitaneados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com apoio da Fundação Lemann, além de Salvador e Rio de Janeiro, capitais nas quais os testes são financiados e realizados pelo Instituto D’Or.

A coordenadora nacional dos estudos clínicos e representante da Universidade de Oxford no Brasil, Sue Ann Costa Clemens ressalta a importância de se aumentar o número de voluntários envolvidos na pesquisa. “O aumento de número de voluntários eleva as chances de se provar a eficácia da vacina com mais agilidade e, consequentemente, de trazê-la mais rápido para a população”, explica a carioca, que é diretora do Vaccine Study Group de Oxford-Brasil e professora-visitante de saúde global na universidade britânica.

A vacina de Oxford foi a primeira a iniciar os testes clínicos da chamada fase 3 no Brasil. Trata-se da etapa final para a aprovação e o registro de um imunizante. No mundo todo, mais de 18 mil pessoas já foram vacinadas pelo estudo. A pesquisa começou no Reino Unido e também é realizada na África do Sul e nos Estados Unidos.

Como funciona o estudo

A pesquisa clínica da vacina de Oxford teve início no Brasil em junho, na Unifesp, em São Paulo. Na sequência, foram inaugurados centros no Rio de Janeiro e em Salvador. Agora, novos três centros serão abertos, com o objetivo de alcançar ao todo 10 mil brasileiros.

Metade dos voluntários recebe a Chadox1 ncov-19, contra a Covid-19, e a outra metade recebe a meningocócica ACWY, a chamada vacina de controle, um imunizante contra a meningite e placebo. Um sistema define randomicamente quem receberá qual vacina. Cada participante recebe duas doses e é acompanhado pela equipe do estudo com frequência, ao longo de um ano.


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