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“Não à privatização, é coisa de ladrão!”: Servidores dos Correios iniciam greve por tempo indeterminado no RN

SERVIDORES PROTESTAM CONTRA RETIRADA DE DIREITOS E ANÚNCIO DE PRIVATIZAÇÃO DO ÓRGÃO. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Aos gritos de “Não à privatização, é coisa de ladrão!”, servidores dos Correios no Rio Grande do Norte iniciaram nesta quarta-feira, 11, uma greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores protestam contra a privatização da empresa, anunciada pelo Governo Bolsonaro. O movimento grevista é nacional e mais cidades do país também aprovaram.

A categoria luta também contra a retirada de direitos. Na manhã desta quarta, um grupo se reuniu nos Correios da Avenida Hermes da Fonseca, no Tirol, zona Leste de Natal, em uma manifestação. A categoria discutiu ainda, a greve em outras cidades do RN como Mossoró, Caicó e Assu.

Em nota, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos informou que a paralisação dos funcionários não afeta o funcionamento das agências. Os Correios destacaram também que “participaram de dez encontros na mesa de negociação, quando foi apresentada real situação econômica da estatal”.

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A paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada nesta terça-feira (10) pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) hoje mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente.

Negociação — Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira.



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