Brasil

Na contramão do país, registros de armas de fogo diminuem no DF

EM COMPARAÇÃO A 2018, O NÚMERO DE PEDIDOS DEFERIDOS A PESSOAS FÍSICAS NO ANO PASSADO CAIU EM MÉDIA 45,6%, POR MÊS. FOTO: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Ainda que os novos registros de armas de fogo concedidos pela Polícia Federal para pessoas físicas tenham batido recorde, em 2019, no Brasil, os números do Distrito Federal vão na contramão da realidade do país. Levantamento realizado pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, a partir de informações concedidas via Lei de Acesso à Informação (LAI), mostra que a quantidade por mês caiu 45,6%, em média, na capital da República.

No DF, foram aprovadas 761 solicitações de licenciamento em 2018 – uma média de 63,5 por mês. Até novembro de 2019, foram 380 pedidos deferidos, ou seja, uma média de 34,54/mês. A Polícia Federal ainda não divulgou os dados de dezembro.

No Brasil, foram registradas 35.758 armas por pessoas físicas em 2018, o equivalente a 2,98 mil/mês, enquanto o último ano terminou com mais de 43 mil (3,58 mil/mês). Um recorde desde 2010. A conta inclui apenas os registros de pessoas físicas e não contempla caçadores, atiradores, colecionadores (CACs) nem empresas de segurança.

No entanto, a tendência é a mesma se forem considerados os CACs. No Distrito Federal, foram licenciadas 729 novas armas de fogo até novembro de 2019 (66,27/mês), contra 866 em 2018 (72,16/mês). O valor só não é menor do que em 2017, quando 610 novas inscrições foram feitas no período. Ceará, Goiás, Paraná e Sergipe seguiram a linha e diminuíram os números neste ano.

Metrópoles


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