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Mulher de “contador” do tráfico é presa em casa de luxo no Rio de Janeiro

A CASA DE ALTO PADRÃO CONTÉM DOIS ANDARES, PISCINA, CHURRASQUEIRA E NA GARAGEM FOI ENCONTRADO QUATRO CARROS. FOTO: REPRODUÇÃO

A operação da Polícia Civil contra a lavagem de dinheiro do tráfico da Cidade de Deus prendeu em uma casa de luxo avaliada em R$ 2 milhões, na Freguesia, a mulher de Carlos Henrique dos Santos, o Carlinhos Cocaína, o “contador do tráfico” da comunidade, na manhã desta quinta-feira. Na favela, pelo menos cinco pessoas morreram durante confronto na ação policial.

Principal alvo da operação, Carlinhos Cocaína continuava foragido até o início da tarde. Além da mulher do “contador do tráfico”, outras duas pessoas foram presas na ação que visa cumprir sete mandados de prisão e 29 de busca e apreensão.

Casa de alto padrão com dois andares, piscina, churrasqueira e pelo menos quatro carros onde mulher de “contador do tráfico” da Cidade de Deus foi presa. Na garagem, havia um carro de luxo, um Jeep Renegade.

A operação Pró-Labore, como foi chamada, teve como base a investigação que apontou que os alvos lavavam o lucro do tráfico de drogas da Cidade de Deus através da compra de imóveis, usando laranjas, operadores e até advogados.

Durante os sete meses que foi apurado os crimes, foi descoberta a aquisição de cerca de 29 imóveis, sendo pelo menos sete propriedades imobiliárias formais usando laranjas, enquanto os outros não foram formalizadas, no total de R$ 5 milhões. Foram ainda descobertos gastos de mais de R$ 500 mil em espécie.

Nesta primeira fase da operação, são cumpridos os mandados de prisão, busca e apreensão e medidas cautelares de sequestro dos bens imóveis adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas, bem como sua imediata perícia e avaliação para alienação e reversão de ativos à Polícia Civil, passando os lucros de traficantes para ser usado “no combate à criminalidade”, diz a polícia.

“A presente investigação possui importância vital e estratégica no combate ao fluxo financeiro e poderio econômico de organizações criminosas que dominam territorialmente complexos de favelas no Rio de Janeiro, com atuação beligerante contra o poder publico e a sociedade civil. O foco principal foi perseguir e identificar o fluxo financeiro destas organizações e identificar os autores com domínio final do fato em comunidades carentes territorialmente dominadas por narcotraficantes”.

A operação foi coordenada pela 32ª DP (Taquara), com o apoio do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento Geral de Polícia (DGPE), Departamento-Geral de Investigação à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGICCORLD) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

Com informações: O Dia


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