Coluna

Meio Ambiente e Sustentabilidade

Projeto “Filhos de Mãe Luiza” celebra seus 18 anos neste sábado, 14

O projeto “Filhos de Mãe Luiza” atua no bairro de Mãe Luiza, em Natal, oferecendo oportunidades na prática esportiva através das modalidades de surf e body boarding. Crianças e adolescentes que poderiam estar nas ruas, hoje têm essa oportunidade de fazer parte do projeto.

Ao longo desses 18 anos de existência já foram atendidas mais de 5.000 mil crianças e adolescentes com o objetivo de formar muito mais do que atletas, cidadãos.

O projeto “Filhos da Mãe” sobrevive com apoios de pranchas, acessórios, doações e participação de voluntários para atender os alunos das escolinhas de todas as modalidades existentes de surf e bodyboarding.

Neste sábado, 14, será realizado um café da manhã para comemorar o aniversário de 18 anos do projeto. O evento acontecerá as 9h da manhã, na Sede da Escolinha de Surf Filhos de Mãe Luiza.

Já foram atendidas mais de 5.000 mil crianças e adolescentes em 18 anos

83 aves silvestres são resgatadas na Feira do Carrasco em operação conjunta

Em mais uma operação conjunta de combate ao tráfico e maus tratos de animais nas feiras livres de Natal, 83 aves silvestres, que estavam sendo comercializadas ilegalmente, foram resgatadas na semana passada. As equipes de fiscalização da secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), de Serviços Urbanos (Semsur), da Delegacia Especializada em Proteção ao Meio Ambiente (Deprema), do Grupamento de Ações Ambientais da Guarda Municipal de Natal (GAAM) e do Ibama vistoriaram a Feira do Carrasco, no bairro das Quintas, Zona Oeste, onde duas pessoas também foram detidas para averiguação.

Dentre as espécies resgatadas estão 20 Golinhas, 17 Azulões, 09 Sibites, 08 Galos de Campina, 07 Sabiás-Laranjeira, 07 Papa Arroz, 04 Periquitos da Caatinga, 03 Saíras Amarelas, 02 Vem-Vem, 01 Beija-Flor Saíra, 01 Rolinha Branca, 01 Papa Capim, 01 Anumará, 01 Cancão e 01 Concriz. Segundo informações do supervisor de Ambientes Naturais e Biodiversidade da Semurb, Iang Chaves, a fiscalização conjunta é uma rotina para combater esse tipo de crime nas feiras livres da capital.  “Todos os animais silvestres já foram encaminhados ao Ibama para serem avaliados quanto a sua saúde, e posterior reintrodução à natureza”, diz.

Chaves informa que a multa para quem for pego comercializando, guardando em cativeiro ou depósito, ou ainda, transportando espécimes da fauna silvestre sem autorização é de R$ 500 por animal apreendido. E pode chegar até R$5 mil se o animal estiver na lista de ameaçados de extinção, como é o caso dos Periquitos da Caatinga que foram apreendidos, mas os responsáveis não foram identificados durante a operação. Além disso, a pessoa responde por crime ambiental de acordo com o Decreto Federal nº 6.514/2008.

O supervisor enfatiza também que nos casos de criadouros domésticos, a pessoa que quiser entregar o animal voluntariamente aos órgãos responsáveis pode fazê-lo sem sofrer sanções. “Basta entrar em contato com a Semurb pelo telefone da Ouvidoria e solicitar a ida de uma equipe até o local. A mesma lei que pune os infratores também abre essa possibilidade de renúncia da guarda ilegal sem a lavratura de multa”, explica Chaves.

As gaiolas, alçapões e vários recipientes usados para alimentação dos animais foram destruídos para que não sejam mais utilizados. Você também pode ajudar no combate aos maus tratos e tráfico de animais em Natal, basta ligar para a Secretaria de Segurança Pública no 181, para a Linha Verde do IBAMA no 0800 618 080, ou ainda para Ouvidoria da Semurb no 3616-9829,  que funciona no horário das 8h às 14h, segunda a sexta e fazer sua denúncia.

As gaiolas, alçapões e vários recipientes usados para alimentação dos animais foram destruídos para que não sejam mais utilizados

Multas sobre crimes ambientais caem 34% com Bolsonaro, menor nível em 24 anos

As multas por infrações ambientais aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recuaram em 34% em 2019, primeiro ano de gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

Os dados são uma comparação com o ano de 2018 e representam a menor quantidade em 24 anos. As infrações representaram um total de R$ 2,3 bilhões em 2019, já em 2018, o valor era de R$ 4,09 bilhões.

Ao todo, foram registradas 9.745 autuações em 2019, enquanto em 2018 ocorreram 14.699, segundo dados coletados pela Folha de São Paulo. Os números encolheram em um momento de devastação recorde da Amazônia.

O ano com maior desmatamento foi 1995, com 4.586 autuações. As reduções nos números estão ocorrendo desde 2009, mas com percentuais menos acentuados que os de 2019.

Em abril de 2019, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que pretende criar uma câmara de conciliação ambiental com poderes para analisar, reduzir o valor e até anular multas aplicadas pelo Ibama. Até o momento, quatro superintendências do Ibama estão sem chefia.

A perspectiva é que o número de multas aplicadas pelo Ibama siga reduzindo ao longo dos anos.

Ao todo, foram registradas 9.745 autuações em 2019, enquanto em 2018 ocorreram 14.699

UE adota plano para zerar emissões de carbono até 2050

A Comissão Europeia adotou na quarta-feira (4) uma proposta de “lei climática” para garantir o cumprimento do compromisso assumido pela União Europeia de neutralizar suas emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos causadores do efeito estufa, até 2050. “Criamos a mudança climática, portanto cabe a nós agir. A lei climática guiará todas as nossas ações pelos próximos 30 anos, nos fornecerá as ferramentas para medir o progresso em direção à meta”, disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão da UE, ao apresentar a primeira lei climática europeia. A proposta prevê uma meta de zero emissões até 2050 e inclui medidas para que os progressos sejam avaliados a cada cinco anos, além de possibilitar ajustes nas ações. A lei traz as diretrizes para a UE alcançar seu objetivo com base em uma avaliação de impacto, que contará com a apresentação de novas metas para 2030 para reduzir as emissões. Logo depois, será traçado uma trajetória para o período entre 2030 e 2050.  

A medida tem como objetivo obrigar os 27 Estados-membros da UE a equilibrar as emissões poluentes e a remover gases de efeito estufa. Além disso, a Comissão Europeia também lançou uma consulta pública sobre um “pacto climático” para envolver regiões, comunidades locais, sociedade civil, escolas, empresas e cidadãos no corte de emissões. A lei climática ainda deverá ser examinada pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu antes de se tornar juridicamente vinculativa.  

“Estamos agindo hoje para tornar a União Europeia o primeiro continente neutro em termos de clima até 2050. A Lei do Clima é a tradução legal do nosso compromisso político e traça de forma irreversível o nosso caminho para um futuro mais sustentável”, acrescentou von der Leyen. Segundo a presidente da Comissão, a medida “oferece previsibilidade e transparência para a indústria e investidores europeus, e traça uma direção para a nossa estratégia de crescimento verde, garantindo que a transição seja gradual e justa”.  

O plano, que ganhou o apelido de “Green Deal”, em referência ao “New Deal”, programa de investimentos que tirou os Estados Unidos da Grande Depressão, é avaliado em 1 trilhão de euros em investimentos. O documento foi apresentado durante reunião em Bruxelas, com a presença da ativista Greta Thunberg.  

A jovem sueca, por sua vez, fez duras críticas ao projeto e acusou a UE de “fingir” querer a liderança mundial na proteção do clima. “A União Europeia tem que parar de fingir que pode ocupar a liderança climática e ainda continuar construindo e subsidiando novas infraestruturas de combustíveis fósseis”, disse a ativista sueca, durante audiência no Parlamento Europeu. Segundo Thunberg, a UE tem esperança de que o “Green Deal” “resolverá, de alguma forma, a maior crise já enfrentada pela humanidade”. “Quando sua casa está pegando fogo, você não espera mais alguns anos para começar apagá-lo”, comparou Thunberg. “Quando a UE apresenta essa lei climática e de zero emissão até 2050, você indiretamente admite que está se rendendo, que está desistindo”, concluiu.

O documento foi apresentado durante reunião em Bruxelas, com a presença da ativista Greta Thunberg


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