Coluna

Meio Ambiente e Sustentabilidade

Planta Natal retoma ações com plantio de mudas em Lagoa Nova

O projeto Planta Natal tem como objetivo plantar 20 mil mudas de árvores nativas em todas as regiões da cidade. Em 2019 a administração plantou 3.500 mudas na capital.

O projeto Planta Natal realizou, nesta terça-feira, 04, a primeira ação de plantio do ano de 2020. Foram plantadas árvores no Centro de Convivência para Idosos Marly Sarney, no bairro de Lagoa Nova.

O prefeito Álvaro Dias compareceu ao evento e, depois de conversar com os idosos e funcionários do Centro de Convivência, participou do plantio das mudas. “Esse é um projeto de muita importância para Natal, para o meio-ambiente e para as pessoas. É o reverdecimento de nossa cidade. É importante para melhorar o nosso ar, a nossa saúde e até mesmo embelezar a nossa cidade”, comentou o prefeito.

O Projeto Planta Natal é realizado com a participação de várias secretarias da administração. Essa parceria tem permitido que o avanço seja rápido e com segurança. De acordo com a secretária de Esportes e Lazer de Natal, Danielle Mafra, os plantios estão sendo feitos em áreas controladas, ou seja, com a presença de muros, para evitar vandalismos ou o abandono do vegetal, que acaba morrendo sem água. “As plantas precisam de cuidados após o plantio. Por isso buscamos locais como este dentro da gestão pública”, disse a secretária.

O Planta Natal percorrerá todos os equipamentos coordenados pela Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social, nesta fase do projeto. “Primeiro visitamos, depois fazemos todo trabalho de limpeza, escolha das espécies, envolvemos os usuários e funcionários e só depois fazemos o plantio. É um trabalho muito bonito das secretarias”, comemora Danielle Mafra.

Foram plantadas 16 espécies, entre elas, Oitis, Jambeiros, Graviola e Craibeiras, na área do Marli Sarney e, além disso, todo serviço de ajardinamento, com plantio de palmeiras, pintura, etc., foi realizado, melhorando ainda mais o local para os idosos.

Francisca Bernadete, 72 anos, que frequenta o Centro de Convivência, estava entre as idosas que preparam os “tutores” coloridos, que servem de apoio para as plantas. “Adoro esse lugar e estou gostando mais ainda de plantar uma das árvores. O prefeito está de parabéns. A árvore é vida e deixa a nossa ainda melhor. É uma coisa de Deus” disse.

Foram plantadas 16 espécies, entre elas, Oitis, Jambeiros, Graviola e Craibeiras, na área do Marli Sarney

Ponta Negra, Redinha e Praia do Meio recebem desratização

Uma equipe de profissionais, composta por Agentes de Endemias, Agentes Comunitários de Saúde e a Equipe de Educação e Saúde do Distrito Sanitário Sul, vem realizando ações de educação e controle dos roedores presentes nas praias.

Segue até sexta, 07, a ação de desratização na orla de Natal. Uma equipe de 70 profissionais composta por Agentes de Endemias, Agentes Comunitários de Saúde e a Equipe de Educação e Saúde do Distrito Sanitário Sul ocuparam a orla da praia de Ponta Negra e a Vila de Ponta Negra, na manhã dessa segunda-feira, 03, desenvolvendo ações de educação e de controle desses roedores.

A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), juntamente com o Centro de Controle de Zoonoses de Natal (CCZ), em parceria com a Agência Reguladora de Serviços de Saneamento de Natal (Arsban) e a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana). Além de Ponta Negra, a orla da Redinha e Praia do Meio também receberão ações de combate à desratização ainda nesta semana.

Na orla sul, foram distribuídos três tipos de produtos pela orla, que servem como iscas para a captura e controle desses animais, “Quando nós fazemos essa iscagem, ou seja, colocamos o produto para matar os ratos, nós também passamos educando a parte de quiosqueiro, comércio, hotelaria e hospedaria”, como comenta Humberto Nascimento, chefe de operações de campo do Distrito Sanitário Sul, falando também sobre a importância das ações preventivas que são desenvolvidas pela equipe com o comerciantes da região.

Humberto também ressalta a importância de se educar os frequentadores das praias sobre seu papel no combate a proliferação dos roedores, “O banhista e o turista também têm um fator importante de responsabilidade. Por isso, estamos trabalhando essa parte educativa também com eles, tanto cobrança, para eles cobrarem dos comerciantes, como também eles terem essa participação ativa”.

Além de Ponta Negra, a orla da Redinha e Praia do Meio também receberão ações de combate à desratização ainda nesta semana

Polícia volta ao Guandu após Cedae encontrar detergente em manancial

Desde janeiro o Rio sofre com a crise de abastecimento quando a água começou a chegar nas residências com cheiro e sabor. Agora, detergente apareceu na estação de tratamento.

Equipes da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados voltaram à Estação de Tratamento do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã desta terça-feira (4) após a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) confirmar ter encontrado detergente na água bruta que chega ao local e interromper a produção.

Por volta das 9h, a produção de água foi retomada. No fim da tarde de segunda (3), ela havia sido interrompida por causa “a presença de surfactantes (detergentes) na água bruta que chega à estação de tratamento”, segundo a nota enviada pela empresa.

Em consequência de cerca de 15 horas de interrupção, torneiras secaram em boa parte da área coberta pelo Guandu. Por redes sociais, moradores relataram falta d’água em suas casas.

O Rio vive uma crise no abastecimento desde o começo de janeiro, quando a água começou a chegar a casas de parte da cidade com gosto e cheiro. Segundo a Cedae, a geosmina, uma substância produzida por algas, causou as alterações. O detergente na água é um novo episódio na crise.

A Polícia Civil já havia sido acionada e esteve no local no dia 16 de janeiro para investigar uma suspeita de sabotagem, citada pelo próprio governador do Rio, Wilson Witzel.

Funcionários, ex-funcionários e o próprio presidente da Cedae, Hélio Cabral, foram ouvidos. O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e ainda não há a confirmação de sabotagem.

A Estação de Tratamento de Água do Guandu atende os seguintes municípios: Nilópolis, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Itaguaí, Queimados e Rio de Janeiro. Cerca de 9 milhões de pessoas usam a água que sai da estação.

A Cedae informou na segunda que as comportas da entrada do canal principal da estação foram fechadas para garantir a segurança hídrica das regiões atendidas pelo sistema Guandu. Por conta do fechamento, a recomendação da companhia é que a população economize água.

Em nota, a companhia informou que água não afetada pelo detergente, mas por medida de segurança, a operação na estação foi suspensa. Confira abaixo a íntegra da nota da Cedae.

“A Cedae informa que a qualidade da água não foi afetada. Assim que foi identificada a presença de detergentes, a Companhia acionou o protocolo de segurança e interrompeu a operação da estação, antes de prejudicar o tratamento. Técnicos da Companhia permanecerão monitorando a captação de água bruta até que a concentração destas substâncias não represente risco à operação da estação.

O abastecimento será imediatamente retomado assim que a questão for solucionada. Mesmo assim, a Companhia pede que os clientes usem água de forma equilibrada e adiem tarefas que exijam grande consumo.”

Cerca de 9 milhões de pessoas usam a água que sai da estação

Pesquisadora cria adesivo sustentável à base de semente de mamona

O objetivo do estudo era produzir o adesivo a partir de um processo simplificado, sem precisar comprar o óleo.

A pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, produziu uma cola sustentável à base de óleo de mamona. O produto também pode ser utilizado para impermeabilização de madeiras de reflorestamento.

Conhecido como poliuretano, o adesivo/impermeabilizante é resultado da busca por produtos de baixo impacto ambiental e processos industrialmente menos sofisticados. O estudo foi conduzido num laboratório piloto que foi, no início da pesquisa, equipado com um extrator idealizado no próprio laboratório e fabricado por uma empresa parceira. Com esse equipamento foi otimizado o processo de extração de óleo de qualquer lote de sementes de mamona.

A pesquisa de Aline Maria Faria Cerchiari foi apresentada para obtenção do título de doutora em Ciências, pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais da Esalq, e teve orientação do professor José Nivaldo Garcia. “O objetivo foi produzir o adesivo de maneira simplificada. Extraímos o óleo da semente em prensa mecânica no laboratório e não utilizamos processos químicos. A grande vantagem foi não precisar comprar o óleo comercial, que é o maior componente na fabricação da cola”, diz a pesquisadora.

O produto pode ser utilizado como adesivo na fabricação de vigas de Madeira Lamelada Colada (MLC) e também para atuar contra ação negativa da variação do teor de umidade da madeira, quando utilizado como impermeabilizante. “Adicionamos aditivos naturais para melhorar a resistência da cola, mas, mesmo sem os aditivos, os resultados foram satisfatórios”, falou a autora. Na função de impermeabilizar as madeiras, as amostras ficaram até 11 dias submersas em água para teste de absorção. A cola mostrou-se eficaz com apenas uma camada de aplicação para madeiras de menores densidades.

Adesivos modificados e produzidos a partir de recursos renováveis não poluentes e biodegradáveis têm aberto novas perspectivas no desenvolvimento de alternativas em comparação aos adesivos utilizados tradicionalmente para a produção de MLC. Os poliuretanos de óleo da mamona possuem propriedades térmicas e mecânicas comparáveis ou até superiores às dos poliuretanos tradicionais. “Durante os testes, nós usamos três espécies de madeira, uma como referência e outras duas que ainda não são utilizadas no mercado de engenharia da madeira.”

O produto pode ser utilizado como adesivo na fabricação de vigas de Madeira Lamelada Colada (MLC) e também para atuar contra ação negativa da variação do teor de umidade da madeira

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