Coluna

Meio Ambiente e Sustentabilidade

Nova expedição dimensiona população de botos no rio Amazonas

Desde o dia 09 de janeiro começou em Iquitos, no Peru, uma expedição científica internacional pela bacia do rio Amazonas, incluindo incursões na Colômbia e no Brasil. O objetivo principal é fazer contagens de botos para determinar as dinâmicas de suas populações e confirmar se o número aumentou, diminuiu ou está estável. Nesta viagem participarão 12 pesquisadores da Iniciativa dos Botos da América do Sul (SARDI, da sigla em inglês).

Esta é a terceira vez que os pesquisadores percorrerão este trajeto do rio Amazonas, a partir de Iquitos, passando por Leticia (Colômbia), até chegar a Santo Antônio do Iça (Brasil). Informações de 20 ou 30 anos atrás serão usadas como referência para confirmar que as populações de botos poderiam estar diminuindo. Para isso, é necessário que o grupo de especialistas faça a coleta de novos dados para determinar tendências populacionais e verificar o que está acontecendo, como explica Fernando Trujillo, diretor de pesquisa da Fundação Omacha e integrante da SARDI.

O grupo de pesquisadores também avaliará os diferentes tipos de ameaças que existem no trajeto, incluindo a pressão da caça de botos para usá-los como isca para capturar uma espécie de peixe conhecida como mota (no Peru e na Colômbia), piracatinga (no Brasil) ou blanquillo (na Bolívia). Isso é devido ao registro de que esta atividade ainda ocorre na parte peruana do Rio Amazonas, segundo aponta Miriam Marmontel, pesquisadora do Instituto Mamirauá, no Brasil.

A SARDI é formada pelas organizações Faunagua, Fundação Omacha, Instituto Mamirauá, Prodelphinus e WWF. Nesta ocasião, a Iniciativa dá as boas-vindas à Solinia, no Peru, que apoia nos preparativos da expedição e cujos pesquisadores integram a equipe técnica da organização.

Os especialistas da SARDI esperam que a informação obtida na viagem, junto com a análise do monitoramento de satélite que é realizado desde 2017, sejam levados em consideração para o desenvolvimento de um Plano de Manejo e Conservação (CMP, da sigla em inglês) para os botos. O Plano seria referendado pela Comissão Baleeira Internacional (organismo científico internacional que se encarrega das regulações relacionadas aos cetáceos), como resultado de um esforço coordenado entre os governos. Assim, o CMP aponta para a mitigação das ameaças enfrentadas pelos botos na América do Sul.

A SARDI é formada pelas organizações Faunagua, Fundação Omacha, Instituto Mamirauá, Prodelphinus e WWF

Sustentabilidade determina onde o investidor vai colocar o dinheiro

A preocupação com a sustentabilidade não está só nos discursos, está também nos negócios.

O gestor do maior fundo de gestão de recursos do mundo, a Black Rock, Larry Fink, escreveu uma carta para os grandes empresários do mundo dizendo que vai haver uma enorme realocação de recursos.

Disse também que agora é muito menos arriscado investimento na economia de baixo carbono e vai fugir de empresas que tenham na sua matriz energética térmica a carvão.

O UBS divulgou um relatório oferecendo aos investidores novas ferramentas e plataformas para investir em empresas e negócios que significam baixo risco ambiental.

Até o BIS, que é o banco central dos bancos centrais, soltou um relatório para os bancos centrais dizendo que risco climático pode se transformar numa crise financeira sistêmica.

Ou seja, o mundo dos negócios está mostrando que a situação mudou, o centro do debate é a sustentabilidade como algo mais concreto.

O centro do debate é a sustentabilidade como algo mais concreto

Na Suíça, ativista Greta Thunberg lidera protesto contra mudanças climáticas

Greta Thunberg já não é mais referência apenas para crianças e adolescentes. Manifestantes de todas as gerações se juntaram ao protesto desta sexta-feira (17) em Lausanne, a quarta maior cidade da Suíça. De acordo com os organizadores, foram 15 mil pessoas; dez mil, segundo a polícia.

Gente que veio de todo o país e de olho no mundo todo. “É preciso ir a Davos com as marcas dos coalas, confrontar as indústrias que estão provocando as mudanças climáticas”, disse um homem, preocupado com os incêndios na Austrália.

Cartazes e faixas em vários idiomas falavam a mesma língua.

A jovem ativista sueca parece ter ouvido cada recado. Afinal, são uma espécie de eco do que ela mesma vem destacando para o planeta desde 2018.

Greta lembrou que já foram 74 semanas dos protestos ‘Sextas-Feiras pelo Futuro’. Mas mandou um recado aos líderes mundiais: “Vocês ainda não viram nada, a gente garante”.

De acordo com os organizadores, foram 15 mil pessoas

China anuncia plano para banir plásticos descartáveis até 2025

O governo chinês anunciou um novo plano para combater a poluição por plásticos em todo o país. Até 2025, a China pretende banir canudos, sacos plásticos e outros descartáveis.

Em comunicado divulgado neste domingo (19), a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China disse que tanto a produção quanto o uso de plásticos de uso único ​​serão gradualmente eliminados em todo o país.

Segundo as autoridades, os sacos de plástico serão proibidos em todas as principais cidades da China até o final de 2020 e em todas as cidades e vilas até 2022. Os mercados que vendem produtos frescos, entretanto, terão mais tempo para se adaptar à mudança: até 2025.

Já em restaurantes, até o fim deste ano os canudos descartáveis deverão ser substituídos por alternavas ecológicas. Até 2025, esses estabelecimentos terão de reduzir em no mínimo 30% seu consumo de itens de plástico descartável. As restrições também afetarão a rede hoteleira e os correios: pacotes embalados em plástico não poderão ser enviados.

Hoje os chineses são os maiores fabricantes de plástico do mundo, produzindo cerca de 29% do material descartável, de acordo com um estudo de 2019 realizado pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, em parceria com a Universidade de Zhejiang, na China.

O país também abriga alguns dos maiores consumos de plástico do mundo: segundo Fórum Econômico Mundial, o rio Yangtze transporta mais poluição plástica para o oceano do que qualquer outra hidrovia do mundo.

Além das proibições anunciadas ontem, o governo chinês disse que promoverá o uso de produtos plásticos degradáveis ​​ou reciclados e criará programas abrangentes de reciclagem. Em declaração divulgada à imprensa, a comissão disse que combater a poluição por plásticos é importante para a saúde das pessoas e essencial para “construir uma bela China”.



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