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Medina vence final brasileira inédita com potiguar Italo em Jeffreys Bay

O POTIGUAR NUNCA TINHA PASSADO DA TERCEIRA FASE EM TODAS AS SUAS PARTICIPAÇÕES NAS DIREITAS MAIS LONGAS DO CIRCUITO MUNDIAL. FOTO: DIVULGAÇÃO/WSL

A grande final começou com Italo detonando sua primeira onda para largar na frente com uma nota excelente, 9,10. Logo conseguiu um 5,50, enquanto Medina falhava nas duas primeiras que surfou. Mas, a terceira foi boa, o bicampeão mundial acertou as manobras com agressividade e velocidade para entrar na briga com nota 9,73. Dois dos cinco juízes deram 10 para ele. Italo respondeu bem com 7,67 para se manter na frente e Medina voltou a errar em três ondas seguidas.

No entanto, não desistiu e pegou outra onda boa quando restavam 5 minutos para o término da bateria. Ele começou seu ataque com uma batida debaixo do lip muito forte, emendou um longo floater e seguiu mandando um rasgadão abrindo um grande leque de água, outro batidão de cabeça pra baixo, mais uma grande manobra e achou um tubaço de grabrail para fechar a melhor apresentação de todo o campeonato. Nessa, somente um juiz deu nota 10, mas a média ficou em 9,77, a maior da etapa sul-africana esse ano. Com ela, faturou o título com um novo recorde de 19,50 pontos de 20 possíveis, contra 16,77 do potiguar.

“Foi uma semana muito longa e fazer a final com o Gabriel (Medina) foi incrível”, disse Italo Ferreira. “Ele surfou de forma incrível hoje (sexta-feira) aqui, estava detonando as ondas e me detonou também, mas tudo bem, estou feliz pelo meu desempenho também e o segundo lugar foi um grande resultado. É muito divertido surfar uma onda tão perfeita e desafiadora como essa. Eu sempre procuro surfar aqui sem crowd para treinar nessa onda e espero conseguir uma vitória aqui no próximo ano. Só tenho que agradecer a todos pelo carinho e parabéns ao Gabriel, que realmente conquistou merecidamente a vitória”.

O potiguar nunca tinha passado da terceira fase em todas as suas participações nas direitas mais longas do Circuito Mundial. Já Gabriel Medina sempre conseguiu bons resultados na África do Sul, chegando nas quartas de final em todas e uma vez nas semifinais. Desde 2009, um goofy-footer não decidia o título em Jeffreys Bay e o Brasil quebrou esse tabu em dose dupla, com Gabriel Medina repetindo um feito único conseguido pelo australiano Mark Occhilupo 35 anos atrás, em 1984, quando derrotou o havaiano Hans Hedemann na final.


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