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Mãe de Henry foi recebida com coro de “vai morrer” na prisão; menino vomitava e tremia ao ver Jairinho

LAUDO DA NECRÓPSIA MOSTRA QUE HENRY JÁ ESTARIA MORTO QUANDO APARECE NO COLO DA MÃE NO ELEVADOR DO PRÉDIO, AO SER LEVADO AO HOSPITAL. FOTO: MONTAGEM

Isolada em uma cela por 14 dias após ter sua prisão decretada na última quinta-feira (8), a professora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, foi recebida com um coro de outras detentas, que gritavam: “Uh, vai morrer”, no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Segunda coluna de Juliana Dal Piva, no portal Uol, mesmo passados os 14 dias de isolamento, Monique, que é acusada de participar do assassinato do filho, de 4 anos, que teria sido espancado pelo padrasto, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o doutor Jairinho, deve permanecer sozinha em uma cela.

Desde que foi presa, Monique estaria intercalando momentos de choro com gritos, mas não pediu atendimento médico.

“Vomitar e tremer”

Novos detalhes da investigação revelam que seis após ser informada pela babá que o menino era espancado pelo padrasto, Monique teria relatado a uma prima, que é pediatra, que Henry sentia “medo excessivo de tudo” e que chegava a “vomitar e tremer” quando via Jairinho.

A mensagem foi recuperada pela polícia em um dos celulares apreendidas com a mãe do garoto. O alerta das agressões no apartamento da família, no condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na Barra, foi dado em tempo real pela babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, na tarde de 12 de fevereiro.

Às 16h53 do dia 18 de fevereiro, a professora então escreveu para a pediatra: “Henry está com medo excessivo de tudo, tem um medo intenso de perder os avós, está tendo um sofrimento significativo e prejuízos importantes nas relações sociais, influenciando no rendimento escolar e na dinâmica familiar. Disse até que queria que eu fosse pro céu pra morar com meus pais, em Bangu”.

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