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Garota de programa aproveita o clima de manifestações e pede valorização de prostitutas em Brasília

SPARTANA HERA DURANTE PROTESTO POR VALORIZAÇÃO DE GAROTAS DE PROGRAMA EM BRASÍLIA (FOTO: SPARTANA HERA/DIVULGAÇÃO)

SPARTANA HERA DURANTE PROTESTO POR VALORIZAÇÃO DE GAROTAS DE PROGRAMA EM BRASÍLIA (FOTO: SPARTANA HERA/DIVULGAÇÃO)

Uma garota de programa paulista de 29 anos descobriu como fazer valer a pena viajar para Brasília para atender seis clientes – entre políticos e empresários – depois de criar uma personagem inspirada em deusas gregas. Preferindo manter a identidade em segredo, a mulher tem aproveitado os protestos pró e contra Dilma para cobrar mais atenção do poder público à profissão de prostituta.

Carregando cartazes com mensagens como “Seja deputado ou puta, todo mundo precisa de respeito” e “Eu sou puta, mas o governo que fode todo mundo”, a jovem tem protestado em Brasília por mais segurança e garantias para a área. Ela faz referência ao projeto de lei 4.211/2012, do deputado Jean Wyllys (PSOL). A proposta ficou conhecida como PL Gabriela Leite – uma garota de programa que defendeu os direitos dos profissionais do sexo e chegou a fundar a ONG Davida – Prostituição, Direitos e Saúde.

“Eu presto um serviço e não tenho garantias nenhuma. Precisamos primeiramente regulamentar a profissão e a partir daí muitas conquistas virão. As maiores reclamações são sobre a falta de segurança. Dados dizem que temos mais 1,5 milhão de pessoas trabalhando na prostituição no Brasil, e todas essas pessoas estão sem direitos previstos pela lei”, afirma.

A jovem conta que começou a trabalhar na área há quatro anos e por opção.Ela afirma ganhar cerca de R$ 30 mil por mês sob a alcunha de “Spartana Hera”. O dinheiro a permitiu trocar a vida simples por viagens e ajudas regulares aos pais, além de carro e casa próprios.

“Sempre gostei de sexo e, quando digo isso, é num nível alto, podemos considerar uma porta para a profissão. Não quer dizer que todas gostam assim, mas eu tenho essa sorte. E, claro, também pelo dinheiro. Só uni o útil ao agradável”, afirma.

Fonte: G1 DF


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