Natal

Gabinete de Crise faz balanço das ações de combate ao Aedes aegypti e planejamento para 2017

 O CHEFE DO CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES, ALESSANDRE MEDEIROS, EXPLICOU COMO FUNCIONARÁ A PROPOSTA DE DESCENTRALIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA DE ARBOVIROSES E ZOONOSES

O CHEFE DO CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES, ALESSANDRE MEDEIROS, EXPLICOU COMO FUNCIONARÁ A PROPOSTA DE DESCENTRALIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA DE ARBOVIROSES E ZOONOSES

O Gabinete de Gerenciamento e Enfrentamento de Crise do município de Natal, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), completa um ano de atuação e realizou na tarde desta quarta-feira (28) mais uma reunião, onde foi apresentado o balanço das atividades desenvolvidas ao longo de 2016 e o planejamento para 2017, com o projeto de descentralização da Vigilância das Arboviroses e Zoonoses.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), Juliana Araújo, explicou que reunião teve o objetivo de fazer um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2016, traçar uma agenda proativa para o próximo ano e propor a unificação das ações dos agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate as endemias (ACE), de modo que todos trabalhem a promoção à saúde e o controle das doenças da população. A intenção é otimizar o trabalho e dar efetividade das áreas descobertas para que tenham a atenção e acesso às informações.

Juliana considera que 2016 foi um ano com respostas positivas em relação ao Gabinete de Gerenciamento e Enfrentamento de Crise, no combate ao Aedes aegypti, vez que os dados epidemiológicos demostram isso. Houve um decréscimo do percentual do número de casos. “Hoje, Natal representa 20% dos casos em relação ao Estado. Em 2015, esse percentual era de 80% dos casos. O ano de 2016 teve período epidêmico mais curto. Isso é um reflexo das reuniões de gabinete de crise que é intersetorial e multiprofissional da SMS. Os números foram sensivelmente reduzidos em relação aos outros anos, devido a nova metodologia desenvolvida pelo município, o Vigiadengue, que funciona com uma nova abordagem de vigilância às arboviroses”.

O chefe do Centro de Controle de Zoonoses, Alessandre Medeiros, explicou como funcionará a proposta de descentralização da Vigilância de Arboviroses e Zoonoses. “A proposta tem a intenção de otimizar recursos humanos e processo de trabalho. Será um compartilhamento de conhecimento entre os gestores de diversos departamentos e Distritos Sanitários e os agentes de saúde. É um novo olhar do trabalho dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate as endemias para que se tornem um agente de promoção à saúde do município”, destacou Alessandre Medeiros.

O trabalho dos Distritos Sanitários terá suporte técnico dos Núcleos de Análise de Risco; de Vigilância Entomológica e de Animais Peçonhentos; de Vigilância de Reservatórios; Amplificadores e de Educação em Saúde Mobilização Social e Laboratório de Diagnóstico que funcionam no CCZ.
Para 2017, no que diz respeito ao combate ao vetor, o Centro de Controle de Zoonoses tem como proposta de desenvolver Estações disseminadoras das larvicidas; Aperfeiçoamento de mapeamento de risco; Rastreio de contato Dentarget/CCZ; Borrifação Intradomiciliar Residual (BRI); Estudo prospectivo de custo; e A Comunidade que me Cuida (proposta de trabalho das unidades de saúde com as escolas).

O processo de descentralização será definido ao longo de reuniões periódicas e serão planejadas no final de janeiro e início de fevereiro.
O Gabinete de Crise é composto por representantes de diversas secretarias municipais, mas ao longo de 2016, a Urbana foi fundamental para o desenvolvimento das ações de combate ao Aedes aegypti.

Vigiadengue
O Vigiadengue é um sistema de monitoramento ativo com base na vigilância epidemiológica e vigilância entomológica das arboviroses (doenças virais transmitidas por meio de vetores) de importância para a saúde pública. A nova abordagem tem a finalidade de realizar o monitoramento contínuo a fim de identificar as áreas de maior risco para a ocorrência de surtos e epidemias, além de criar categorias de risco, a partir da utilização de indicadores epidemiológicos e entomológicos que já são utilizados na rotina e outros a serem desenvolvidos, além de e estabelecer categorias de intervenção ou estágio de resposta para cada nível de risco.

Com a nova metodologia é possível classificar semanalmente a cidade em áreas com distintos níveis de risco, orientar a intervenção de acordo com o nível de risco de cada área, considerando as intervenções mais adequadas para cada nível, além de mensurar e documentar o tempo entre a identificação do risco e o início da resposta.


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