Emprego

Funcionários da Avianca recorrem a feirão de empregos; sindicato oferece apoio psicológico

Fokker MK-28, da Avianca Brasil (Foto: Thiago de Jesus Rodrigues)

COMPANHIA AÉREA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL DEVE OPERAR SÓ COM OITO AVIÕES A PARTIR DE AMANHÃ – (FOTO: THIAGO DE JESUS RODRIGUES)

Os percalços financeiros da Avianca Brasil não estão apenas afetando a vida de passageiros com voos cancelados ou atrasados. Diante da perspectiva de ficar sem emprego ou salários, um contingente cada vez maior de tripulantes e comissários de bordo da companhia está buscando um novo emprego.Um termômetro disso são os feirões de emprego, sessões de palestras e workshops realizados no auditório do Sindicato dos Aeronautas (SNA) nos arredores do aeroporto de Congonhas. O SNA costuma montar uma sessão dessas por mês. Mas, desde dezembro, com o pedido de recuperação judicial da Avianca, já promoveu 40 desses encontros — praticamente dez por mês.

Para Ondino Dutra, presidente do SNA, a crise da Avianca é grave e muitos profissionais já buscam mudar de emprego. De acordo com Dutra, boa parte da mão de obra da Avianca está sendo assediada por companhias estrangeiras, como Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, e Oman Air, de Omã.

Quarenta e quatro empresas já participaram dos feirões. Estima-se que aproximadamente cem empregados da Avianca já tenham sido contatados por companhias estrangeiras. Hoje, a aérea tem cerca de 1.500 tripulantes, entre pilotos e comissários.

Apoio psicológico

Aos que ficam na Avianca, o SNA tem oferecido apoio psicológico. De acordo com Dutra, os salários de abril foram pagos. A dúvida é se a empresa vai conseguir arcar com os vencimentos de maio, diante da onda de cancelamentos de voos e das perdas de receitas.

A devolução de 18 aviões da Avianca Brasil, anunciada às vésperas do feriado de Páscoa, está prevista para ser concluída amanhã. Com isso, a aérea deve operar com apenas oito aeronaves. De segunda a domingo desta semana, 1.045 decolagens foram abortadas.

Apesar da delicada situação financeira, a Avianca Brasil deve manter a operação até o leilão das sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), espécie de “miniaviancas” compostas por slots (autorização de voos e decolagens). O objetivo é saldar parte das dívidas, da ordem de R$ 3 bilhões. O leilão está marcado para 7 de maio.

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS


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