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Ferramenta criada por perito do ITEP para extração de imagens em câmeras de segurança ganha Prêmio Nacional de Criminalística

JOSSÉRGIO GOUVEIA RECEBEU O PRÊMIO DE MELHOR TRABALHO, NA CATEGORIA ORAL, NA ÁREA DE ÁUDIO FORENSE, ANÁLISE FORENSE DE IMAGENS E INFORMÁTICA FORENSE. FOTO: DIVULGAÇÃO

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) conquistou mais um reconhecimento nacional com a realização de pesquisas desenvolvidas por servidores do Instituto. No início do mês de outubro, durante o  XXV Congresso Nacional de Criminalística, realizado em Goiânia/GO, o perito criminal Jossérgio Gouveia recebeu o Prêmio de Melhor Trabalho, na categoria Oral, na área de Áudio Forense, Análise Forense de Imagens e Informática Forense.

O trabalho intitulado “Software para extração de imagens em sistemas CFTV e auditoria e análise dos resultados utilizando Linux”, destaca a ferramenta criada pelo perito criminal do ITEP-RN com o objetivo de extrair imagens em aparelhos de circuito interno de televisão, as famosas câmeras de monitoramento e segurança, que possam ajudar na produção de provas e auxiliar nas atividades das investigações policiais, mesmo quando não se pode obter a senha do aparelho Digital Vídeo Recorder (DVR), ou quando há suspeita de arquivos eventualmente deletados.

“A ferramenta é compatível com diversos modelos de DVRs existentes no mercado e vem sendo sistematicamente aprimorada. Mesmo assim, vem apresentando resultados satisfatórios em diversas perícias solicitadas ao ITEP-RN, inclusive, em casos tratados por peritos em outros estados da federação onde foi solicitado apoio. Uma de suas grandes vantagens é que realiza a catalogação dos resultados obtidos, permitindo análises mais elaboradas da situação das imagens no aparelho.”, explicou Jossérgio.

Tecnologia no auxílio da perícia

A tecnologia, desenvolvida no ITEP-RN, pode ser utilizada como meio auxiliar em casos onde há suspeita de remoção, apagamento, adulteração ou inacessibilidade às imagens do DVR. Seja em casos em que o proprietário não fornece a senha do aparelho, ou quando há troca de disco de armazenamento, além de discos ou aparelhos encontrados avulsos ou com tentativa de ocultação.

“A utilização da ferramenta não se resume somente à recuperação das possíveis imagens apagadas, mas também possibilita detectar e concluir por adulterações da atividade do aparelho e tentativas de prejudicar a investigação policial”, destacou Jossérgio.


2 Comentários

  • Pois é. Dei uma espiada em vários canais de comunicação da terrinha e NÃO VI qualquer alusão a esse fantástico trabalho desse nobre servidor público. Agora se tivesse sido o recebimento de, p. ex., 20 reais de propina, ai o mundo iria cair.
    Parabéns JOSSÉRGIO. Você é FHODA. (Fantástico-Habilidoso-Ontológico-Dinâmico-Altruísta).

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