Economia

Fecomércio estipula que gasto médio dos natalenses deve ser de até R$ 700 na Black Friday

DE ACORDO COM A PESQUISA, QUASE 60% DOS ENTREVISTADOS APRESENTARAM INTERESSE EM REALIZAR COMPRAS DURANTE A BLACK FRIDAY. FOTO: REPRODUÇÃO

A tradicional data de grandes promoções nos Estados Unidos, a Black Friday está ganhando cada vez mais força no calendário de compras dos brasileiros. Por este motivo, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN), realizou a pesquisa de ‘Intenções de Compras para a Black Friday 2019’, entre os dias 25 e 29 de outubro, e entrevistou 650 pessoas em Natal.

De acordo com a pesquisa, 59,8% dos consumidores natalenses têm a intenção de aproveitar as ofertas para fazer compras. Destes, 52,7% afirmaram que vão aproveitar a data para adiantar a compra dos presentes de Natal. Entre os 40,2% que não demostraram interesse em comprar nesta data, os motivos alegados são a falta de dinheiro (33,3%); não gostar da data (14,2%); e outros vão poupar (12,3%).

Quanto aos valores gastos com as compras, 43,2% dos consumidores natalenses pretendem gastar mais de R$ 1 mil na Black Friday; 24,2% esperam gastar entre R$ 500,01 e R$ 1 mil; 18% afirmaram que têm intenção de gastar entre R$ 200,01 e R$ 500. A média de gasto estimada é de R$ 692,48.

Quando comparados os gastos por sexo, as mulheres devem gastar mais do que os homens nas compras – média, R$ 695,83, contra R$ 688,78 dos consumidores do sexo masculino. Com relação à faixa etária, a que deve investir mais nas compras é a que vai dos 35 aos 44 anos, com uma média de R$ 745,78.

Produtos citados

ELETRODOMÉSTICOS AINDA APARECEM DENTRE OS PRODUTOS MAIS CITADOS. FOTO: ANA PAULA DINIZ/ ODIA

Entre os produtos mais citados para compras foram os eletrodomésticos (28%); eletrônicos (25,2%); roupas (18%); celulares/smartphones/tablet (16,7%); móveis e decoração (13,4%); calçados (10,3%); perfumes e cosméticos (4,1%); produtos de informática (2,3%); entre outros. A maioria dos consumidores (65,6%) pretende comprar até duas categorias de produtos, e a principal forma de pagamento será o parcelado no cartão de crédito (43,7%); seguida do dinheiro (33,9%); cartão de crédito em única parcela (13,9%); e o cartão de débito (7,5%).

Locais de compra

A grande maioria fará pesquisa de preços (92,5%), sendo que 64,5% o farão para confirmar se os produtos estão de fato na promoção e 28% para escolher as lojas em que os produtos desejados estão mais baratos.

Com relação à Black Friday do ano passado, 43,4% acreditam que os preços dos produtos estarão na mesma faixa de valor; 28,2% consideram que estarão mais baixos; e 24,6% pensam estar mais altos. 60,7% dos consumidores que compraram em 2018 e que irão comprar este ano, disseram que os gastos serão maiores; 27,8% acreditam que os gastos serão os mesmos; e 11,2% confirmaram que os gastos serão menores.

De olho nos preços: Black Friday ou Black Fraude?

PARA NÃO CAIR NO ENGANO, PROCURE REALIZAR SUA COMPRA EM LOJAS CONHECIDAS E QUE JÁ TENHA NOÇÃO DA MÉDIA DE PREÇO HABITUAL. SIPHOTOGRAPHY/THINKSTOCK

Para não cai na pegadinha do “tudo pela metade do dobro”, antes da Black Friday, pesquise o preço do produto que você está procurando. Assim, você vai poder avaliar se a oferta realmente vale a pena ou se é apenas uma enganação. Para evitar surpresas desagradáveis no dia da Black Friday, antes de fazer uma compra online, avalie a reputação das lojas. Evite comprar em locais desconhecidos e leia os comentários de outros consumidores e pesquise sobre o estabelecimento em sites como o Reclame Aqui.

Para evitar fraudes ou abusos que prejudiquem o consumidor, o Procon tem acompanhado de perto as promoções da Black Friday. Caso seja comprovada alguma irregularidade, a empresa pode ser multada. Com base no Código de Defesa do Consumidor, o valor depende da infração, que varia desde a falta de garantia do produto em estoque até atraso na entrega.


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