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Fátima Bezerra: “Impeachment é a máscara de um impasse maior”

Imagem: Divulgação

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Como suplente na comissão especial do Senado, a senadora Fátima Bezerra, do PT potiguar, provavelmente não votará sobre o recebimento ou não da denúncia e o afastamento da presidente Dilma do cargo, por 180 dias. A escolha da comissão será votada nesta segunda-feira (25) e a abertura dos trabalhos se dará logo em seguida. No plenário, na articulação entre colegas e junto as bases eleitorais que o voto e a ação política da senadora se dá em favor da presidente. Ela tem o único voto contra o impeachment, entre os três senadores potiguares, e acredita que no Senado “o debate possa ser mais sério e mais responsável” do que na Câmara dos Deputados.

O governo não tem a maioria necessária para que a denúncia seja negada e o afastamento da presidente evitado. Diante dessa possibilidade, a senadora repete o aviso que já foi dado pelo ex-presidente Lula, de quem é uma fiel seguidora: “lutaremos até o fim em defesa do Estado Democrático de Direito e da soberania do voto popular. No âmbito estadual, apesar de ter se afastado do governo Robinson, não deixou de ficar “surpresa” com o que considera “traição” do deputado Fábio Faria, pelo apoio ao impeachment.

“A votação na Câmara dos Deputados envergonhou a sociedade brasileira e a comunidade internacional. Ficou claro que o julgamento foi essencialmente político, que não há base legal para o impeachment. Acredito que muitos senadores e senadoras não vão querer se igualar aos parlamentares que protagorizaram um verdadeiro circo de horrores na Câmara. Além disso, Temer já é rejeitado pela maioria do povo brasileiro como vice-presidente. Está cada vez mais nítido que um governo sem o respaldo do voto popular não tem condições de enfrentar a crise. Penso que as senadoras e os senadores estão atentos e reflitirão sobre isso”.

Informações: Tribuna do Norte


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