Jornalismo

Estudo diz que 61% das notícias falsas sobre covid-19 recebem anúncios do Google

FOTO: ILUSTRAÇÃO

Um estudo realizado pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, apontou que a maior parte dos sites que publicam notícias falsas sobre covid-19 é financiada por anúncios do Google.

De acordo com a publicação, as principais fontes de desinformação têm boas métricas de SEO e são otimizadas para aparecerem nas buscas e mídias sociais. Os sites de notícias falsas usam em suas matérias links de portais confiáveis e de prestígio para alcançarem melhores posições nos mecanismos de busca. Além disso, diz a pesquisa, “a esmagadora maioria das notícias inúteis e de desinformação contam com as principais plataformas de publicidade para monetizar suas páginas. 61% das notícias inúteis e fontes de desinformação usaram anúncios do Google”.

A pesquisa checou 830 fontes sobre a covid-19, entre abril e maio de 2020. A universidade analisou as principais métricas de otimização de mecanismo de pesquisa, como forma de avaliar a reputação dos sites e sua dependência de publicidade digital.

“A maioria dos domínios em nossa amostra foram retiradas do diretório existente do Oxford Internet Institute de domínios que foram compartilhados durante a eleição dos EUA de 2016, a eleição intermediária dos EUA de 2018 e a eleição da União Europeia de 2019. Desses 830 domínios ativos, todos tinham publicado sobre coronavírus recentemente, em abril de 2020. Uma parte do conteúdo foi classificada como relacionada a covid-19 quando fazia referência ao termo “secreto” ou “vírus corona” no título ou no texto.

Entre os veículos jornalísticos analisados estão Reuters, New York Times, The Guardian, CNN, La Reppublica e Fox News. Outros portais, como RT, SputnikNews, Alternet, Breitbart e ZeroHedge, foram considerados fontes de desinformação.

Segundo o estudo, em janeiro de 2020 o Twitter proibiu as “finanças conspiratórias” e o site ZeroHedge por violar suas regras contra abuso e assédio depois de publicar um artigo alegando que um cientista chinês estava envolvido na engenharia do coronavírus como uma arma biológica. Apesar dessa proibição, o artigo permaneceu online e está acessível por meio de outras plataformas Sem restrições. Em 24 de maio de 2020, o artigo de notícias inúteis era indexado no Google, aparecendo no topo dos resultados de pesquisa para “Arma biológica de coronavírus”.

O Google emitiu uma nota em que afirma que tem políticas “rígidas para impedir que páginas com conteúdos prejudiciais, perigosos ou fraudulentos gerem receita por meio da nossa plataforma de anúncios”.

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