Educação

Escolas particulares de Natal se preparam para o desafio da volta às aulas presenciais

FOTO: DIVULGAÇÃO

Ainda não há uma data certa para o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares de Natal, mas instituições privadas de ensino da capital avançam com os ajustes internos para estarem prontas quando a reabertura for possível. Enquanto esperam, preparam-se para os desafios que terão pela frente.

É o caso do Complexo Educacional Contemporâneo, que, além de readequações no espaço físico, aprimora o modelo híbrido de ensino, que concilia aulas presenciais e remotas. De acordo com a metodologia, há uma combinação bem equilibrada entre o aprendizado online e o off-line.

As instituições privadas devem seguir as orientações sanitárias da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). No caso do Contemporâneo, foi contratada uma consultoria especializada, a D’Or, com experiência inclusive hospitalar.

Uso de máscara, higienização das mãos, aferição da temperatura, uso de tapetes úmidos com produtos sanitizantes. Os protocolos são muitos e incluem a própria sala de aula: distância entre alunos, nada de trabalhos em grupo e a realização de muitas atividades em ambientes externos.

A professora Irany Xavier de Andrade, que dirige a escola, explica que além de readequar o espaço físico, será preciso conquistar a confiança da família e dos próprios estudantes, para que possam retornar com segurança antes da descoberta de uma vacina contra o novo coronavírus.

“É um trabalho que demanda um esforço integrado. Há o investimento em estudo e planejamento que assegurem a segurança sanitária no ambiente escolar, mas que deve vir acompanhado de um reforço ao acolhimento e ainda um novo entendimento sobre a parte pedagógica”, conta ela.

A educadora ressalta que todas as instituições de ensino precisam lembrar-se também dos alunos que, por diversas razões, mesmo que queiram, não poderão retornar às aulas presenciais e continuarão na modalidade remota. Caso dos que estão no grupo de risco ou moram com parentes que fazem parte dele. “A volta exige segurança e adaptações, mas principalmente empatia”, resume Irany.



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