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Empresas do setor de eventos no RN têm prejuízo estimado de R$ 191 mi

FOTO: ILUSTRAÇÃO

A sexta-feira 30 de abril é marcada pelo Dia Nacional do Profissional de Eventos. Movimento provocado pelo Natal Convention Bureau tem o objetivo de ocupar a mídia local, agendando vários profissionais de eventos para entrevistas e matérias jornalísticas, com o objetivo de sensibilizar as autoridades e a opinião pública acerca de milhares de pessoas absolutamente sem renda há um ano.

Na pauta, pretende-se abordar a situação crítica de um mercado que registrou prejuízo de R$ 270 bilhões com a pandemia do novo Coronavírus entre março e dezembro do ano passado no Brasil, onde perdas levaram ao desemprego de 3 milhões de pessoas. No Rio Grande do Norte, estima-se a alta cifra de R$ 191 milhões que deixaram de circular no último ano, com cálculos baseados nas pesquisas mais recentes.

O segmento, que tem um grande impacto na cadeia produtiva, já acumula 13 meses de uma crise sem precedentes e ainda com poucas possibilidades de soluções à vista. O próprio Ministério da Economia, na portaria 20.890, atesta que o Setor de Eventos foi o mais afetado na pandemia.

O mercado de eventos corporativos faz parte da cadeia econômica do Turismo através dos congressos, exposições comerciais e seminários, em razão de provocar fluxo de deslocamento entre cidades, estados e países, além da ocupação hoteleira. Por isso, atinge um número maior de naturezas de serviços, no caso, mais empresas que se nutrem dessa cadeia.

Outro dado interessante é que o ‘turista de evento’, comprovadamente deixa mais dinheiro na cidade-sede onde o evento acontece. Enquanto o turista que vem a lazar gasta cerca de R$ 322 por dia, o turista que vem para um evento gasta cerca de R$ 516,00, de acordo com os dados do Natal Convention Bureau.

Nacionalmente há o PERSE – Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, que já passou pela Câmara dos Deputados e Senado, e agora aguarda sanção do Presidente Jair Bolsonaro. Porém, no Rio Grande do Norte até agora só a AGN propõe alguns incentivos financeiros e a flexibilização de prazos do IPVA. Mas em nível de Município ainda não se viu uma proposta efetiva de socorro, sobretudo aos trabalhadores de serviços de apoio, como técnicos de som, decoração, iluminação, garçons, copeiras, recepcionistas e um sem-fim de profissionais que estão sem oportunidade de garantir uma renda digna para sua família, Enquanto isso, outros estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe já têm auxílio emergencial.

Entre os argumentos elencados, o presidente Executivo do Natal Convention Bureau, George Gosson, destaca que a atividade de eventos abarca diversos tipos e formatos, e que, por exemplo, há eventos que são similares à dinâmica de um cinema, uma sala de aula, em ambientes controlados, que não oferecem o mesmo risco de um evento social ou um show, em que onde quase sempre há a bebida alcoólica e a inquietação do público como fatores complicadores do controle da programação.

Para Chirley Dantas, empresária proprietária da Crion Eventos, os eventos corporativos têm plena condição de serrem retomados, “porque seguimos protocolos, controlando efetivamente o número de pessoas e distanciamento social, dentre outras medidas de segurança que mantém esse tipo de evento, como uma extensão das corporações que nós atendemos como clientes”, explica.

Para ela, vários tipos de incentivos efetivos poderiam ser implementados, como a renegociação de possíveis dívidas, com interferência bancária, a paralisação temporária na cobrança de impostos, sem comprometer a emissão de certidões, e a isenção de taxas públicas, municipais e estaduais, por pelo menos 1 ano, para licenciamento e realização de eventos, como uso de espaço público, publicidade, estruturas, entre outras que se façam necessárias para a realização de um evento.

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