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Empresa aposta em campanha de Delivery de combustível no Brasil, mas ANP diz que não autorizou comercialização

A EMPRESA NÃO POUPOU E CONTRATOU A DÉBORAH SECCO PARA SER GAROTA PROPAGANDA. FOTO: REPRODUÇÃO

Tudo prático e fácil: abastecer sem ir até o posto de combustíveis! Sensacional, não é mesmo? A nova aposta de um aplicativo chamado GOfit é levar isso a outro nível, suprindo a necessidade de se locomover até um posto de gasolina para abastecer o carro (ou a moto). Uma realidade em que a gasolina vem até você parecia incogitável… até agora.

Na prática, funciona assim: você seleciona a localização, o horário (você vai indicar até que horas o carro estará disponível no local. Quando a empresa receber o seu pedido com a hora-limite determinada, vai verificar a capacidade de atendimento para confirmar o pedido) e tipo de combustível (Etanol ou gasolina), além da quantidade de litros que deseja pedir.

Se for encher o tanque, o app já está configurado para reconhecer quantos litros seu carro precisa. Por enquanto, a taxa de entrega é de apenas R$ 0,01. No entanto, existe uma taxa de cancelamento de R$ 7,00. A partir do momento que o serviço for confirmado, se você precisar cancelar, a taxa será cobrada no seu cartão de crédito. Vale lembrar que cada usuário pode cadastrar e solicitar abastecimento para até 5 carros. Além disso, é preciso ter uma pessoa responsável por abrir o tanque do carro no momento do abastecimento. Você pode deixar a chave com o porteiro, por exemplo.

Onde e como funciona

Atualmente, a empresa Gofit já atua nas regiões da Barra da Tijuca, Recreio e Vargem Grande e o site informa que logo haverá ampliações. Quem quiser usar o sistema precisa baixar o aplicativo no celular, pedir, pagar e esperar a caminhonete chegar. Para estimular os clientes, a empresa não economizou em propaganda, chamando a atriz global Déborah Secco para ser garota propaganda.

Assista

UAL, REVOLUCIONÁRIO!

A ideia, que pretende facilitar o dia a dia do consumidor, embora atraente e revolucionária, deixou muita gente com a “pulga atrás da orelha”. Vamos, ver o que a Agência Nacional de Petróleo achou…

ANP diz que não autorizou comercialização

A Agência Nacional de Petróleo informou que aguarda o serviço ser apresentado oficialmente para se posicionar sobre o assunto e que não houve nenhuma autorização de funcionamento. A ANP esclareceu ainda que não foi informada sobre o funcionamento da empresa e, caso isto esteja acontecendo, será aberto um processo administrativo contra o estabelecimento e seus gestores.

Enquanto não há normatização, vídeos estão sendo divulgados na Internet mostrando as caminhonetes fazendo atendimento nas ruas.

O sistema delivery contraria os demais empresários do setor, que questionam a falta de regras, a ausência do órgão competente no caso e ainda uma possível fragilidade na segurança dos atendimentos.

Os sindicatos dos Comércio Varejista de Petróleo e seus derivados (Sindipetróleo) e a Federação Nacional de Comércio de Combustíveis e Lubrificantes já encaminharam ofícios à Agência Nacional de Petróleo pedindo esclarecimentos.

Nelson Soares Júnior, diretor-executivo do Sindipetróleo de Mato Grosso, explica que existem leis que regem a abertura de postos de gasolina e elas incluem a necessidade de várias licenças, como ambientais e do Corpo de Bombeiros, além de especificidades na elaboração dos projetos.


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