Política

Fátima Bezerra sanciona lei que institui o Outubro Rosa Pet e diz que animais devem fazer “auto exame”

Mais uma medida para dar o “BA FA FÁ”. Vêm aí o Outubro Rosa Pet! O prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB), sancionou o projeto de lei que institui um “Outubro Rosa” para pets no calendário oficial de eventos da cidade. A ideia foi proposta pelo vereador Sandro Pimentel (PSOL) e após aprovada na Câmara Municipal, virou lei.

“Quando defendo a causa animal, estou ampliando a minha atuação, pois essa é uma questão de saúde pública, que afeta principalmente as pessoas mais pobres”, defendeu o autor do Projeto, Sandro Pimentel.

Sandro explica ainda que objetivo do Projeto é promover conscientização para que donos dos animais façam o autoexame em seus pets.

Certo, os tutores dos bichinhos, institutos de proteção e defesa dos animais devem estar vibrando com a iniciativa por aqui, apesar de não ser novidade em outras cidades “mundo à fora”. Mas chamar a prevenção de “autoexame” seria um tanto contraditória. Vamos lembrar que “auto”, nesse caso, refere-se ao tocar-se, sentir-se, apalpar-se. A recomendação correta, já que se trata de pet’s, não seria “palpação das mamas da fêmea” para verificar se há nódulos? O animalzinho, por si só, não poderia “autoexaminar-se”.

Veja o trecho da seguinte matéria da Abril:

Nos últimos anos, o mês de outubro tornou-se um importante aliado na luta contra o câncer de mama na mulher. Conhecido como “Outubro Rosa”, o movimento agrega várias instituições em prol da missão de orientar a população quanto à prevenção do tumor. No mundo animal a história não é diferente. Uma corrente cada vez maior de veterinários e profissionais da área se reúne todo mês de outubro para lembrar que o câncer de mama pode atingir também nossos melhores amigos. Falamos agora do “Outubro Rosa Pet”.

Na campanha do “Outubro Rosa Pet”, veterinários em todo o Brasil orientam os tutores a palpar as mamas dos animais à procura de pequenos nódulos firmes do tamanho de uma ervilha. Uma vez que esse nódulo é confirmado em consultório, a conduta é retirá-lo em uma cirurgia e mandá-lo para análise em laboratório para averiguar de que tipo de tumor se trata. Em 50% dos casos encontramos tumores malignos — daí a necessidade de detectá-los precocemente. Quando retirados logo no início, as chances de cura tornam-se altíssimas e muitas vezes nem é preciso submeter o bicho a sessões de quimioterapia. A cirurgia, por si só, atinge a cura. Aliás, é bom que se diga que, nos animais, essa intervenção não causa tantos efeitos colaterais como no ser humano.

Outra medida preventiva importantíssima disseminada nas campanhas do mês de outubro é a castração. Sabe-se que a realização precoce do procedimento resulta numa queda expressiva no risco de um câncer de mama aparecer. Por isso é importante conscientizar a população sobre essa ferramenta de prevenção. Fêmeas não castradas têm 26% de probabilidade de desenvolver um tumor maligno na mama; se a castração for realizada antes do primeiro cio, entre 5 e 9 meses de idade, este índice cai para 0,5 %. Esses números apontam, portanto, que a castração pode ser positiva tanto em termos de longevidade quanto na qualidade de vida do animal.



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