CORONAVÍRUS

Dados inconsistentes do LAIS/UFRN não detectam corretamente a segunda onda no RN e Natal

SOMENTE É POSSÍVEL APRESENTAR OS GRÁFICOS E ANÁLISE DE DADOS DO BRASIL, UMA VEZ QUE O LAIS/UFRN ESTÁ COM DADOS INCONSISTENTES. FOTO: ILUSTRAÇÃO

Na vigésima sétima semana de monitoramento, 38ª semana epidemiológica, apresentamos os gráficos e a análise da evolução da COVID-19, no Brasil, no RN e em Natal, elaborados pelo engenheiro Henrique Santana, com base em dados oficiais publicados pelo LAIS/UFRN/SESAP (https://covid.lais.ufrn.br/) e pelo Ministério da Saúde (https://covid.saude.gov.br/).

Hoje, somente é possível apresentar os gráficos e análise de dados do Brasil, uma vez que o LAIS/UFRN está com dados inconsistentes. Ao longo das últimas semanas estamos detectando um atraso no registro e divulgação de casos de novos infectados e de óbitos que está distorcendo os números da COVID-19. Inquestionavelmente estamos enfrentando uma segunda onda de contágio pelo coronavírus. O delay do LAIS/UFRN não permite a análise da tendência da pandemia. Os últimos dias de registros apresentam sempre valores muito baixos, distorcendo a curva e dando a falsa impressão de redução nos números de novos infectados e óbitos. Além disso, nessa semana os valores totais não batem com os valores diários acumulados de óbitos no RN e em Natal. Vamos aguardar a solução desse problema para voltarmos a fazer essa análise, única entre os veículos locais de comunicação que leva em conta as efetivas dadas das ocorrências.

Vejam o exemplo dos gráficos de novos contaminados pela COVID-19 no RN e em Natal, pelos dados do LAIS/UFRN.

FOTO: DIVULGAÇÃO
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Fica evidente que no RN a curva de novos casos confirmados inverteu o seu sentido em 3/11, demonstrando uma retomada de crescimento. Os dados oficiais apresentados pelo LAIS/UFRN, hoje, não devem incluir as ocorrências dos últimos 7 dias de forma correta, incorrendo em uma redução anômala desses números. Pequenos ajustes são compreensíveis e não distorcem sobremodo os gráficos. Mas no nível de inconsistência apresentado, fica patente também a inconsistência desses gráficos. Para Natal fica mais evidente esse erro. Desde 6/10 que o número de óbitos causados pela COVID-19 vem crescendo. A média móvel no período de 6 semanas a partir de 6/10 cresceu +268%. Os dados dessa semana não devem estar corretos. Ao longo dessa análise que se faz, vimos detectando, há algumas semanas, um crescente desajuste na divulgação dos números da COVID-19 pelo LAIS/UFRN. Seguidamente há uma variação anormal nesses números, que crescem ou se reduzem em patamares inaceitáveis. Quanto à tendência de óbitos, no RN e em Natal, é impossível produzir um gráfico. Os dados oficiais de hoje publicados pela LAIS/UFRN são absolutamente incompreensíveis. Por exemplo, o total acumulado de óbitos, no RN e em Natal, divulgado hoje pela SESAP foi de 2.664 e 1.096, respectivamente. O LAIS/UFRN apresentou, no boletim de hoje das 14h11 e mantido até as 20h, números de 1.489 e 598.

BRASIL

Os dados do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, que publica os dados oficiais da pandemia no Brasil, informaram no boletim das 18:30, totais acumulados de 6.087.608 casos confirmados e de 169.485 óbitos. Com esses números houve uma variação de -16% e de -28% em relação à média móvel de 7 dias, para novos infectados e óbitos, respectivamente. Em relação a duas semanas, se mantem o crescimento desses números, em +30% e +19%. Essa variabilidade é normal na pandemia, mas, pela instabilidade na divulgação desses dados em todo o Brasil, é de se imaginar que estamos passando por sérios problemas de registro e notificação dos números da pandemia.

FOTO: DIVULGAÇÃO
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