Cultura

Curta-metragem potiguar é premiado na última edição do Los Angeles Brazilian Film Festival

FOTO: DIVULGAÇÃO

O curta-metragem potiguar Rosa de Aroeira foi um dos premiados na Mostra Competitiva BWIE (Brazilian Women in Entertainment), no Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), considerado hoje o maior festival de cinema Brasileiro nos Estados Unidos.  O Festival teve sua 13ª edição realizada na última semana, em formato online devido a pandemia, e anunciou na noite de ontem os filmes vencedores.

Rosa de Aroeira é um documentário com vinte minutos de duração, roteirizado e dirigido por Mônica Mac Dowell. O filme é o primeiro trabalho audiovisual da realizadora, que de posse de uma câmera de celular registrou a vida e o cotidiano de um grupo de quatro mulheres residentes na comunidade do Reduto, localizada no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte.

Mônica, celebra a premiação e ressalta a força das mulheres: “Ser premiada no LABRFF foi uma grata surpresa em razão do “Rosa de Aroeira” ser meu primeiro filme, iniciado de maneira espontânea e feito com celular. Fiquei imensamente feliz e muito estimulada a continuar fazendo filmes. Mas fiquei ainda mais contente por ter sido premiada numa categoria de mulheres realizadoras porque o filme é uma homenagem as mulheres da comunidade do Reduto, em São Miguel do Gostoso, por quem tenho imensa admiração. Além disso, contei com a montagem sensível de Larinha Dantas e a trilha sonora de Valéria Oliveira feita especialmente para o filme que me ajudou a costurar o roteiro.”

A cerimônia de premiação foi marcada também pelo anúncio do fim do festival comunicada por sua fundadora Meire Fernandes que desde 2008 foi responsável por conectar os mercados americano e brasileiro, e por gerar negócios entre os dois países abrindo as portas da capital do cinema mundial para os talentos brasileiros apresentarem o que de melhor vinha sendo feito no cinema brasileiro. Em seu discurso na cerimônia de encerramento, a fundadora do LABRFF afirmou que a decisão vinha sendo pensada há anos: “Para chegarmos neste momento, a diretoria do Festival vem discutindo muito o assunto nos últimos anos. Nós contamos nos dedos os apoiadores do festival, e quero registrar a nossa gratidão a cada um deles, mas o suporte recebido não é suficiente. Ano após ano, temos colocado dinheiro dos nossos bolsos por acreditar nos resultados positivos do LABRFF”.

“Fiquei muito emocionada com a notícia do fim de um festival tão bonito e importante para o cinema brasileiro. O cuidado com que o festival é feito, o envolvimento de toda a equipe e a qualidade dos eventos paralelos são incríveis. Serei sempre grata pela oportunidade de ter participado do LABRFF”, comentou Mônica Mac Dowell, que como todos os participantes, foi surpreendida pelo anúncio do fim do festival.

Outros filmes nordestinos também foram premiados: O longa pernambucano King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante, foi consagrado com o prêmio de melhor filme de ficção desta edição; o protagonista Andrade Júnior, que faleceu em maio do ano passado, recebeu a honraria de melhor ator in memorian. Além disso, o filme também foi premiado na categoria de melhor direção. E os pernambucanos Piedade, de Cláudio Assis, e Acqua Movie, de Lírio Ferreira, também se destacaram na cerimônia com cinco prêmios cada um. Matheus Nachtergaele, Bruno Gagliasso, Fernanda Montenegro, Alessandra Negrini, Cauã Reymond, Augusto Madeira e Mariana Ruggiero foram consagrados por suas atuações.


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