CORONAVÍRUS

Covid-19 volta a crescer no Brasil, mas no RN e Natal ainda se mantém em redução

FOTO: ILUSTRAÇÃO

Na 26ª semana de monitoramento, 37ª semana epidemiológica, apresentamos os gráficos e a análise da evolução da COVID-19, no Brasil, no RN e em Natal, elaborados pelo engenheiro Henrique Santana, com base em dados oficiais publicados pelo LAIS/UFRN/SESAP (https://covid.lais.ufrn.br/) e pelo Ministério da Saúde (https://covid.saude.gov.br/). Semanalmente, apenas para o RN e Natal são inseridos os números que originam esses gráficos com o registro dos casos diferidos incluídos nas datas reais de suas ocorrências. No Brasil esse tipo de atualização não é feita, sendo registrado o total de novos casos nas datas de suas confirmações como se fossem de suas efetivas ocorrências. Esse fato distorce o resultado da tendência da COVID-19, muitas vezes indicando números de infectados e óbitos que não refletem a realidade da curva pandêmica.

BRASIL

No Brasil, é inquestionável o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus. Nesta semana tivemos uma variação de novos infectados em +56%, retomando o patamar de mais de 30.000 novos casos comprovados por dia. Este crescimento, tomando por base a média móvel de 14 dias é de +67%, o que configura um crescimento fora dos padrões mundiais normais de variabilidade dessa doença. A média móvel de óbitos causados pelo SARS-CoV-2 também apresentou uma variação anormal, sendo de +61% nos últimos 7 dias, retornando a valores diários de mais de 500 mortos. Ainda que seja cedo para confirmar uma segunda onda de infecção, é preciso vigilância e equilíbrio para observar o comportamento da Covid e tomar as decisões mais acertadas do ponto de vista epidemiológico e de enfrentamento dessa pandemia.

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RIO GRANDE DO NORTE

No RN, a média móvel de sete dias de novos infectados pelo coronavírus, com a inclusão dos casos anteriores em suas datas corretas, apresenta redução pela 4ª semana seguida. Nos últimos 7 dias foram -61% e -75% em relação a 14 dias. A análise dessa redução, todavia, comum na maioria dos monitoramentos da COVID-19, precisa ser relativizada pela constante mudança nesses números, principalmente nas últimas 5 semanas, quando muitos dos casos ocorridos nesses dias ainda não foram comprovados e registrados. Desta forma, o menor valor obtido nesta semana, desde o pico pandêmico, não deve ser considerado animador por si mesmo. Quanto ao número de óbitos, apesar de, mais uma vez nesta semana, a grande imprensa incluir o RN dentre os estados que apresentam indicativo de alta de mortes, a inclusão de casos diferidos nas datas corretas revela um comportamento de grande instabilidade, porém ainda com tendência de redução e valores muito baixos se comparados ao platô da pandemia. Nas últimas duas semanas tivemos uma variação de -64% e de -67% considerando-se 7 e 14 dias anteriores, respectivamente. Mesmo assim, com a retomada do crescimento da COVID-19 em relação ao conjunto dos Estados Brasileiro, em uma possível 2ª onda pandêmica, é preciso a máxima atenção a esses dados.

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NATAL

Em Natal, a inclusão de casos anteriores e comprovados agora, em suas datas corretas, cria uma irregularidade gráfica na tendência dos números de novos casos de infectados com o coronavírus e de óbitos causados por essa doença. Esta semana se constata que no período de 6/10 a 3/11 houve um crescimento nas médias móveis, nessas 4 semanas, de +107%. Na penúltima semana essa média caiu -5% e nos últimos sete dias houve um decréscimo de -46%. Da mesma forma, esse decaimento requer atenção e acompanhamento durante as próximas semanas com novas comprovações de casos diferidos. Quanto a óbitos, esta oscilação se repete com uma variação positiva de +150% por três semanas anteriores a essa e uma nova redução de -60% nos últimos 7 dias, sempre com valores muito baixos, inferiores a 1 óbito por dia.

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