Turismo

Comunidade LGBTQ é a que mais gasta dinheiro em viagens

Hoje é o Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia com o objetivo de captar a atenção de pessoas com poder de decisão, a imprensa, o público, corporações, líderes de opinião, autoridades locais, entre outras para a situação alarmante vivida pela comunidade LGBTQ.

Ainda que desde o início da celebração, em 2004, se tenha avançado ao nível dos direitos, as pessoas que pertencem à Comunidade continuam sofrendo discriminações e ameaças pela sua condição sexual.

Ainda que no passado tenha sido rejeitado por múltiplos setores, este coletivo conta com cada vez mais visibilidade e importância dentro da sociedade. A Skycop, empresa que defende os passageiros e os seus direitos, decidiu fazer uma análise à importância da comunidade LGBTQ dentro do setor da aviação.

Segundo os dados apurados pela empresa, calcula-se que os viajantes LGBTQ gastam em média mais 33% em viagens do que viajantes não pertencentes a esta Comunidade, e viajam uma média de 4-6 vezes por ano, de acordo com um relatório da Community Marketing & Insights de 2017.

Segundo dados da LGBT Capital, estima-se que o turismo desta Comunidade em 2018 teve o maior impacto ao nível mundial no PIB norte-americano de 24,5 bilhões de dólares, seguido do mercado espanhol, com mais de 6,1 bilhões de dólares – 0.46% do PIB.

Ao nível mundial, calcula-se que a comunidade LGBTQ representa entre 5% e 10% da população, ou seja quase 500 milhões de pessoas. Constitui um segmento dinâmico, em constante crescimento e com um nível de compra elevado – só nos Estados Unidos, calcula-se que o poder de compra das pessoas LGBTQ em 2015 alcançou 917 bilhões de dólares.

Ultimamente, a indústria da aviação tomou esta informação em consideração e tem vindo a mudar o seu foco para inclusividade e aceitação. Enquanto alguns campos da indústria da aviação, como a companhia aérea Cathay Pacific, quebram barreiras com publicidade inclusiva, outros fazem uma abordagem mais tangível. A United tornou-se a primeira companhia aérea a permitir que os seus passageiros escolham uma opção de gênero não binário ao reservarem os seus voos – basta adicionarem Sx ao tradicional Sr. e Sra. Outro exemplo é o fato dos aeroportos nos EUA começarem a banir restaurantes da cadeia alimentar Chick-fil-A devido ao apoio prestado a organizações anti-LGBTQ.

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