Turismo

Companhia aérea implanta ‘lei do silêncio’ em voos e revela tendência

Alpino

 

Uma companhia aérea mexicana adaptou os voos que partem antes das 8h ou depois das 22h, tornando-os silenciosos. As luzes são apagadas durante voo inteiro, com exceção da hora do pouso e da decolagem, quando precisam estar acesas por motivos de segurança.

“Os passageiros desses horários querem descansar. A gente decidiu respeitar isso”, afirma Juan Carlos Zuazua, presidente da VivaAerobus. Assim como os passageiros, o mercado reagiu bem à iniciativa, assegura o executivo.

Mas não há planos de estender a lei do silêncio para outros horários. Zuazua não respondeu se a iniciativa feriu o lucro com vendas de lanchinhos ou quinquilharias do catálogo de free shop.

A empreitada é uma tendência no setor, na opinião de especialistas. “O dinheiro pode comprar um lugar melhor no avião, que vire uma cama. Mas não pode comprar silêncio. Ainda”, avalia o turismólogo inglês David Kaley.

Para ele, é só uma questão de tempo que o silêncio passe a ser um bem comercializável. “Hotéis que não aceitam crianças, por exemplo, vendem o silêncio, a tranquilidade. Por que aviões não podem fazer o mesmo?”

TREM SEM BARULHO

Ou mesmo trens. A Finlândia foi um dos primeiros países do mundo a reservar alguns vagões da linha férrea que corta o país da Lapônia (norte) até Helsinque (no sul) em que era proibido ouvir falar ao telefone ou mesmo ouvir música que vazasse dos fones de ouvido.

O silêncio desses carros era ensurdecedor para um latino, e eles viravam ponto turístico para quem quisesse ouvir na vida real a discrição desse povo nórdico. “Foi um experimento que começou em 2005 e durou alguns anos”, diz Mika Heijari, do grupo VR, que administra as estradas de ferro finlandesas.

Mas os carros com controle de decibéis foram extintos em 2009. Não porque o conceito falhou, muito pelo contrário: o silêncio virou a regra, e foram designados alguns espaços onde é permitido fazer barulho.

Fonte: Folha de São Paulo



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