Saúde

Comissão de Saúde vê com preocupação situação da psiquiatria em Natal

A COMISSÃO DE SAÚDE DA CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL REALIZOU UMA VISITA AO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES (HUOL) PARA FISCALIZAR O ATENDIMENTO PSIQUIÁTRICO. (FOTO: ELPÍDIO JUNIOR)

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal (CMN) realizou uma visita ao Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) para fiscalizar o atendimento psiquiátrico prestado para a população e viu com preocupação a situação encontrada devido a grande demanda na procura por atendimentos e a oferta de serviços insuficiente.
O vereador Fernando Lucena (PT), presidente da Comissão, se mostrou preocupado com a falta de atenção básica para a psiquiatria nos municípios, que termina por superlotar o HUOL com pacientes em crise. Ele também criticou a chamada “ambulancioterapia”, que é quando os pacientes não são tratados de forma adequada na rede básica e que são colocados em ambulâncias para que sejam atendidos em situações de crise em Natal.
“Você tem um hospital de excelência, mas com demanda grande por conta do bom atendimento e da qualidade do serviço. Aqui é bom, mas a rede básica não funciona. Cerca 70% dela não tem psiquiatria. Os prefeitos irresponsáveis, quando assumem, a primeira coisa que fazem é comprar uma ambulância para mandar o povo para Natal. Qual o resultado disso? Superlotação e regulação mal feita. Não tem vaga. A atenção básica deve ser dada no município, mas como não funciona vem superlotar aqui, sobrecarregando O cidadão, na sua cidade, tem que procurar o prefeito e pedir atendimento e não uma ambulância”, disse..
O superintendente do Onofre Lopes, Sênio Silveira, explicou que a especialidade de psiquiatria não há uma grande procura, mas que o Hospital oferta a especialização. Ele destacou que o hospital também possui seis leitos psiquiátricos e que está na perspectiva de abrir também esses leitos na psiquiatria infantil.
“É importante se ter mais profissionais da saúde, mas não apenas os psiquiatras, também precisamos ter psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, quer dizer, toda uma equipe. O grande problema hoje é a demanda muito grande. Estamos vivendo um período social de muito estresse, que leva a demanda de uma procura por uma equipe que atua na área psicossocial. Nos pequenos centros não tem essa estrutura e se aumenta a procura aqui”, explicou.
A Comissão ainda está estudando ocaso, mas aguarda próximas reuniões técnicas para ajudar a reduzir o problema da procura por atendimentos psiquiátricos. Também participaram da visita os vereadores Carla Dickson (PROS), Preto Aquino (PROS) e Franklin Capistrano (PSB).

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