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Carrefour fecha acordo de R$ 115 milhões por morte João Alberto

FOTO: SÉRGIO LIMA

O Carrefour assinou nessa 6ª feira (11.jun.2021) um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) no valor de R$ 115 milhões referente à morte de João Alberto, em novembro de 2020. Ele foi espancado até a morte por seguranças em uma unidade do supermercado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Em comunicado, o Grupo Carrefour Brasil disse que o valor será usado para ampliar “o fundo criado em novembro de 2020 para promover a inclusão racial e o combate ao racismo”. O TAC tem vigência de 3 anos.

“O valor acordado no TAC será destinado, principalmente, a bolsas de estudo, campanhas educacionais, projetos sociais e qualificação profissional para negros e negras”, declarou a empresa.

O acordo foi firmado com o MP-RS (Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul), o MPF (Ministério Público Federal), o MPT (Ministério Público do Trabalho), a DPE-RS (Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul), a DPU (Defensoria Pública da União) e as entidades Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes e Centro Santo Dias de Direitos Humanos.

O MP-RS informou que é o maior TAC assinado “no que se refere aos valores envolvidos e destinados a políticas de reparação e promoção de igualdade racial no Brasil”.

A promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Gisele Müller Monteiro, disse que foram 6 meses de negociação com movimentos sociais representativos da população negra e com as outras entidades que assinam o TAC.

“Estamos transformando um fato triste, a perda da vida do João Alberto, em algo construtivo, na intenção de que isso não se repita”, declarou.

Segundo o Carrefour, “o Termo extingue os processos coletivos em andamento relacionados ao caso e se soma aos vários acordos já assinados com os membros da família do Sr. João Alberto Silveira Freitas, demonstrando a diligência e proatividade do Grupo Carrefour Brasil após o incidente de Porto Alegre”.

No final de maio, a empresa fechou acordo para pagamento de indenização da viúva da vítima. Na época, o Carrefour afirmou prestou apoio aos familiares de João Alberto pelos últimos 6 meses.

Poder 360


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