Brasil

Bolsonaro diz que não comprará vacina chinesa, mesmo se aprovada pela Anvisa

FOTO: ILUSTRAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo laboratório da China, Sinovac, não será comprada pelo governo, ainda que venha a possuir a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o chefe do Executivo, existe um “descrédito muito grande” em relação à vacina. A declaração ocorreu durante uma entrevista à Jovem Pan, na noite de quarta-feira (21/10).

Bolsonaro alegou que o fator que determinante para a não compra das 46 milhões de doses do laboratório chinês, oferecidas pelo governador de São Paulo, João Doria, e anunciadas pelo Ministério da Saúde, foi a “credibilidade”. “A China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá”, apontou.

Na quarta, mais cedo, o presidente foi categórico em dizer que a imunização não será comprada e que “o povo não será cobaia de ninguém”. Ainda na data, Bolsonaro havia dito que antes de ser disponibilizada à população, a imunização deveria ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa.

Na entrevista, apesar do atrito, o mandatário ressaltou que Pazuello continuará no cargo “por muito tempo”, mas afirmou que ele se “precipitou” ao assinar o protocolo de intenções da vacina.

Correio Braziliense


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