Jurídico

Blogueira do RN condenada por peculato alega perseguição política e diz que já tentou tirar a própria vida

BLOGUEIRA THALITA MOEMA COMEMORA ABSOLVIÇÃO DE UM PROCESSO CRIMINAL NAS REDES SOCIAIS. FOTO: DIVULGAÇÃO

Por Wagner Guerra

A blogueira Thalita Moema de Freitas Alves, sentenciada, recentemente, no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) a ressarcir os cofres públicos em R$ 13 mil e pagar multa no valor de R$ 10 mil, no período em que ocupava cargos públicos em Natal, publicou vídeo em seu perfil no Facebook, onde agradece à Justiça potiguar pela absolvição de um processo (PECULATO) na 4ª Vara Criminal da Comarca de Natal e revela ter sofrido perseguição política à época.

Na publicação, ela declara ter sido xingada por internautas anônimos de vagabunda e ladra, entre outros termos pejorativos, mas avisa que não vai aguardar ‘manchetes a inocentando’. “Não vou esperar um pedido de desculpas, o compartilhamento deste vídeo, das pessoas que me chamaram de bandida, prostituta, pilantra, rapariga, safada ou qualquer outro destes nomes causaram muita dor a mim e minha família. Só vou agradecer a Deus por ter permitido que eu pudesse provar e comprovar quem sou”.

No vídeo, ela afirma ter sofrido uma suposta perseguição política e diz ter sido ameaçada de morte. As consequências disso, revelou Thalita, foi uma depressão profunda, onde pensou em tirar sua própria vida.

No Sistema de Consulta de Processos do 1º Grau do Tribunal de Justiça do RN, há registros de Thalita Moema na Vara Criminal por Representação Criminal/Notícia de Crime / Calúnia; Notificação para Explicações / Difamação; e Ação Penal – Procedimento Ordinário / Peculato.

Nesse último (PECULATO), a juíza de Direito Ada Galvão, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Natal não aceitou a denúncia de que Thalita recebeu valores a título de remuneração, decorrente de vínculo funcional com a Associação de Atividades de Valorização SocialATIVA, a pretexto de exercer cargo de supervisora administrativa, sem ter prestado qualquer serviço à referida entidade. “ISTO POSTO, e por tudo mais que nos autos consta, JULGO IMPROCEDENTE a pretensão punitiva contida na denúncia para ABSOLVER a acusada THALITA MOEMA DE FREITAS ALVES pela prática da conduta delituosa de PECULATO tipificada no artigo 312 do Código Penal, o que faço com fulcro no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal“.

Oi gente, boa noite! Não vou esperar manchetes me inocentando, de quem, independente de ter havido crime ou não, sempre desejou me condenar.

Não vou esperar pedido de desculpas de quem me marcou nas redes sociais para me agredir, julgar e condenar. Não vou esperar um pedido de desculpas, ou compartilhamento deste vídeo, das pessoas que me chamaram de bandida, prostituta, pilantra, rapariga, safada ou qualquer outro destes nomes causaram muita dor a mim e minha família.

Só vou agradecer a Deus por ter permitido que eu pudesse provar e comprovar quem sou.

Só vou agradecer a Deus por ter permitido que pessoas abençoadas pudessem se arrepender da forma como me olharam e me julgaram.

Entrego neste dia, nas Mãos do Senhor, todo o meu sofrimento, todas as minhas lágrimas, toda a minha tristeza e toda a vergonha que passei e fiz minha família passar.

E agradeço pelo meu sorriso e pela minha Paz.

Pelo sorriso e pela Paz de minha família que sofreu tanto comigo.

E agradeço, como sempre fiz, desde o primeiro momento desse processo.

Obrigada Deus.

Obrigada a vocês que acreditaram em mim. Obrigada a meu advogado @romildomartinsadv que acreditou em mim. E obrigada @cristianobarrosadv por aceitar fazer minha defesa da primeira decisão.

Obrigada também aos que desacreditaram, mas que foram concebidos com a oportunidade de, se colocando na minha condição, me pedirem perdão.

Eu lhe perdôo.

Porque somente quem tem o coração pronto para perdoar, tem a Graça de receber tamanha prova do Amor de Deus.

Obrigada Dr. @romildomartinsadv mainha @ivandamedeiros e você @cristianobarrosadv por aceitar recorrer da outra decisão. Deus abençoe vocês! ❤️


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