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Bastidores: Intertv Cabugi vira palco de ‘guerra surda’, alimentada por demissões e clima de muita hostilidade

INTERTV CABUGI ENFRENTA PEDIDOS DE DEMISSÕES RECORRENTES E CLIMA HOSTIL NOS BASTIDORES

Enquanto diretores investem em um telejornalismo popularesco para exorcizar o fantasma da perda de audiência para a principal concorrente, a TV Ponta Negra, na chamada “hora do almoço”, o clima que ronda os bastidores do jornalismo da Intertv Cabugi é dos piores possíveis.

Depois dos pedidos de demissões da veterana Michelle Rincon e da sua ex-colega, Ediana Miralha, agora foi a vez da jornalista Ivanúcia Lopes, da sucursal de Mossoró, pedir para sair.

IVANÚCIA LOPES É A MAIS RECENTE JORNALISTA DEMITIDA DA EMISSORA

O fato é que a afiliada da Globo no RN, há algum tempo, sobrevive numa atmosfera insalubre entre os profissionais comandados com ‘mão de ferro’ pelo diretor de Jornalismo, Marcelo Vicioli, um jornalista paulista focado em obter bons resultados de audiência por cima de pau e pedra. E, de forma figurativa, na sanha de atingir tais metas, ‘pedrada’ é o que não falta.

Para completar, circulam informações de que, no próximo mês de setembro, a emissora estaria para colocar em prática um pacote de demissões “involuntárias”, que atingiria, principalmente, os competentes editores de imagem.

Na redação, aliás, o ambiente já estaria completamente contaminado pelo “jeitão Marcelo Vicioli de ser”, que alguns acreditam, absolutamente, ser uma espécie de subserviência.

Nesse ínterim, os jovens profissionais estão ‘ilhados’ e travam entre si uma ‘guerra surda’ pela apresentação dos telejornais, no pior exemplo da fogueira das vaidades.

NEM A “PROPOSTA TENTADORA” FEZ A REPÓRTER EDIANA MIRALHA DESISTIR DE SAIR DA INTERTV

Foi justamente essa “tensão flutuante” circulada nos corredores da Intertv que fez a jornalista Ediana Miralha cair fora da emissora como o ‘Diabo foge da cruz’.

Não foi apenas questão financeira, como muitos acreditam.

Miralha ganhava aproximadamente R$ 3.500,00/mês na Intertv e foi para a TV Ponta Negra para ganhar R$ 5.000,00, além da regalia de não trabalhar em fins de semana.

A Intertv, ao saber que a repórter iria ‘abandonar o barco’, se utilizou até de um diretor executivo do grupo Intertv, o carioca Jorge Henrique Marciel, para fazer Miralha desistir da ideia.

Ele, através de uma videoconferência, dobrou a oferta da concorrente do SBT – R$ 10.000,00 , e também alguns ‘privilégios’.

Não teve jeito. Miralha deu um “não redondo” como resposta.

Sem mais possibilidades, um diretor da Intertv, em tom de ironia, teria soltado ainda um ‘gracejo’ para a jornalista: “Não se torne uma daquelas viúvas da TV Cabugi”.

Ediana, simplesmente, virou às costas e foi embora no melhor estilo.

São conhecidas como “viúvas” da TV Cabugi, jornalistas veteranas que marcaram uma época de bom e sério jornalismo na emissora, mas que foram desligadas da empresa entre os anos de 2009 e 2010, após o grupo Intertv assumir o controle da saudosa Cabugi e ‘enxugar’ os gastos com pessoal sem dar importância ao padrão de qualidade tão exigido pela Rede Globo de Televisão.

Aguardemos o próximo capítulo, ou melhor, o próximo IBOPE de audiência.

NA CASA NOVA, EDIANA SE DIZ FELIZ E DE BEM COM A VIDA COM A HOSPITALIDADE E CARINHO

22 Comentários

  • Ediana é acima de tudo um ser humano que sempre se coloca no lugar do outro. ACho a jornalista , umq profissional diferenciada, alem
    de muito competente busca a harmonia no espaço que ocupa.Desejo muito sucesso

    • Infelizmente, o jornalismo da inter TV cabugi, em especial no bom dia, é muito ruim. Os repórteres, parecem inseguros, não passam credibilidade, utilizam muito a informalidade, sendo essa necessária, mas não em excesso. Assisto outros jornalismo de outros estados, lamentávelmente os nossos, são piores!!
      Enfim, fique bem claro, me refiro neste comentário, ao bom dia inter TV cabugi. Os demais, não posso opinar, pois não assisto.

  • 90% dos jornalistas insatisfeitos com a direção da empresa. Todos calados sem poder opinar. Perseguição aos dirigentes sindicais. Trocaram os profissionais experientes por garotos novos sem experiência no jornalismo global pagando metade do salário. Repórteres terão que fazer imagens e editar as matérias, acumulando funções de radialista, o que vai gerar ainda mais processos na justiça do trabalho. A InterTV acumula vários processos no ministério público e no TRT.

  • A intertv precisa levar mais a sério a comunicação, a população quer ver matérias que alguma forma acrescentem na vida do cidadão potiguar, se é pra fazer concursos de dança cria um novo programa de entretenimento voltado a esse tipo de coisa, faz um The Voice Natal, The Voice RN seja lá o que for.

  • A perda do referencial é notável, a qualidade dos telejornais da intertv atualmente precisariam melhorar muito pra serem chamados de sofríveis, pautas inteiramente desconectadas da realidade local, basta assistir os telejornais dos estados vizinhos pra perceber a diferença monstruosa, amadorismo puro, falta de empatia com os telespectadores, agora a última é passar um bloco inteiro lendo mensagens de whats… lamentável…

  • Quero mais que a cabigi vá junto com a globolixo para a falência pois não faz jornalismo com decência. Não há profissionalismo mas sim pessoas que se dizem jornalistas mas são tendenciosos e manipuladores de informação.

  • Pois é. A velha e INVENCÍVEL frescurite associada a VAIDADE e a INCOMPETÊNCIA. Esse “povo modernista”, substituiu a SERIEDADE jornalística por mirabolantes apresentações. Hoje faz até nojo se assistir o GLOBO REPÓRTER, p. ex., com brincadeiras desnecessárias, miados de gatos e outras baitolagens. Procuram dar mais destaques aos jornalistas do que a notícia, tudo para agradar o ego dos ultrapassados GALVÕES BUENOS da vida. Botem na cabeça que a grande MAIORIA dos telespectadores estão na faixa de 30 anos prá frente. Aqui na INTERTV não é diferente. O resultado é esse. Brigas, brigas e FALÊNCIA.

  • Sem falar nos editores de imagens que foram demitidos por tentar receber direitos que não foram pagos e a intertv até hoje recorre de decisão judicial que mandou pagar, que foi o caso de Odilío Galvão, Marcelo Costa, Everaldo costa, Alexandre “chompoo” grandes editores perseguidos por reinvindicar seus direitos.

  • Edina fazia com que parecemos para ver o jornal com seu jornalismo que mostrava as falhas na administração da cidade de uma forma irreverente que era só dela,tentar angarear audiência com esse “humor” mais que forçado é no mínimo chato. Acho que esse diretor está merecendo uma viagem só de ida de volta para sua terra.

  • A InterTV brinca de fazer jornalismo. Enquanto não colocar um diretor de jornalismo da terra, que conheça nosso estado e contratem profissionais capacitados, tanto jornalistas como radialistas, que cuidam da parte operacional, esse cenário não vai mudar. Já tá comprovado que essa política de contratação de aprendizes(demite um para contratar dois e ter a mesma despesa) para fazer jornalismo no RN não rola. É melhor esse grupo Intertv vender a tv Cabugi aos empresários da terra e desaparecer do nosso estado. XÔ!!!

  • Sou jornalista e não quero me identificar por motivos óbvios de Natal ser uma província na qual ninguém pode ter uma opinião subversiva sem que seja punido com as portas fechadas para o resto dos veículos. As notícias voam.

    Há quase um mês, recebi um contato de uma empresa recrutadora do Rio de Janeiro para um processo seletivo em um veículo, até então, mantido sob sigilo. Com o decorrer da entrevista, via Skype, a recrutadora foi dando alguns detalhes da vaga para a qual a empresa estava recrutando e, pouco a pouco, foi dando para perceber que era para ser Repórter da InterTV Cabugi.

    Essa conclusão foi tomada devido aos seguintes fatores:

    1 – A mesma empresa abriu a seleção para Natal e Mossoró. A InterTV é a única, até onde sei, que tem uma sucursal em Mossoró;

    2 – Estavam querendo alguém “descolado”, que tivesse grande apelo social, ou seja, alguém disposto a fazer aquelas palhaçadas que insistem em chamar de Jornalismo. Isso ficou mais evidente quando a recrutadora pediu para que mandasse um vídeo de alguns minutos, gravado na rua e com o celular, falando sobre alguma coisa de maneira “engraçadinha”. Para isso, mandou eu me basear em uma jornalista da Globo RJ, Susana Naspolini , conhecida por se fantasiar de animais e, assim como algumas pessoas daqui, fazer graça na rua;

    3 – A relação trabalhista seria por MEI, isto é, sem qualquer contrapartida trabalhista.

    Quando percebi que estavam esperando esse tipo de coisa, fugi como “o Diabo foge da cruz”, como o colega mencionou acima. Vida que segue, a busca por algo mais digno idem.

    Abraço.

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